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Esportes

Cuiabá deixa vitória escapar e Eduardo Barros cobra mais consistência fora de casa

Empate com o Botafogo-SP amplia jejum de mais de quatro meses sem vencer como visitante; técnico reconhece frustração e fala em urgência por sequência de vitórias

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Esportes

AssCom Dourado

Cuiabá voltou a empatar fora de casa, desta vez por 2 a 2 com o Botafogo-SP, pela 33ª rodada da Série B do Brasileiro, e segue sem vencer como visitante há mais de quatro meses — desde 31 de julho, ainda na 10ª rodada. O resultado frustrou o técnico Eduardo Barros, que destacou necessidade de uma mudança comportamental para sustentar vantagens longe da Arena Pantanal.

— Faltou um tipo de comportamento individual e coletivo mais semelhante aos momentos em que a partida estava empatada. Quando estivemos à frente no placar, a equipe não se apresentou da forma que precisava. Eu sou o principal responsável por isso, preciso achar soluções — afirmou o treinador, ao lembrar que o time voltou a sofrer um gol nos minutos finais.

Barros não escondeu a insatisfação com o novo empate, especialmente por saber que o resultado o mantém mais longe do objetivo.

— Se tivéssemos saído daqui com os três pontos, estaríamos mais perto do G-4 e teríamos um confronto direto na próxima rodada. A gente precisa urgentemente de uma sequência de vitórias para chegar à última rodada ainda sonhando com o acesso. Não é gosto de derrota, mas considero um mau resultado.

O treinador reconheceu que o desempenho fora tem sido determinante para o Cuiabá não estar entre os quatro primeiros. Sob seu comando, o retrospecto mostra um padrão curioso: são seis empates em seis jogos como visitante, com alternância entre 1 a 1 e 2 a 2 — contra Athletico-PR, Ferroviária, Operário-PR, Vila Nova, Paysandu e agora Botafogo-SP.

— É o meu sexto jogo fora e o sexto empate. Em quase todos, estivemos mais perto de vencer do que de perder. Sei que não temos alguns jogadores importantes com lesões, mas não podemos ter desculpas. Uma equipe competitiva, mas ainda falta a capacidade de sustentar o desempenho quando estamos à frente, então é muito frustrante esse resultado — avaliou.

Mesmo sem o artilheiro Alisson Safira, ausente em Ribeirão, o Cuiabá voltou a marcar duas vezes — ambas com Carlos Alberto, que encerrou um longo jejum de 16 jogos. Mas, para o treinador, o problema não está no ataque.

— Temos feito gols em todos os jogos, mas também temos sofrido. Precisamos ser mais consistentes defensivamente para aumentar nossas chances, especialmente fora de casa. Houve erros coletivos no gol que sofremos, e eu sou o responsável por isso.

Carlos Alberto marca dois gols pelo Cuiabá contra o Botafogo-SP — Foto: AssCom Dourado

Carlos Alberto marca dois gols pelo Cuiabá contra o Botafogo-SP — Foto: AssCom Dourado

Barros também citou o equilíbrio da Série B, que, segundo ele, é “a mais competitiva da história”, com até onze equipes ainda sonhando com o acesso.

— O acesso só vai se concretizar muito próximo da última rodada. Uma sequência de bons resultados pode deixar todo mundo vivo até o final — analisou

Com o empate, o Cuiabá chegou a 50 pontos, na oitava colocação, quatro atrás do G-4. Na próxima sexta-feira, o time volta à Arena Pantanal para enfrentar o Remo-PA, às 20h45 (de MT), em duelo pelas primeiras posições.

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Esportes

“É raro no Brasil ter uma estrutura do porte do skatepark de Mato Grosso”, diz Dora Varella

Skatepark do Parque Novo Mato Grosso recebeu etapa do STU National 2026 entre os idas 26 e 28 de junho

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Após três anos, Dora Varella retorna ao top do pódio no STU - Foto por: Lennon Magno/Secel-MT

Quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, a skatista Dora Varella subiu no lugar mais alto do pódio da quarta etapa do STU National 2026, uma das principais competições do esporte no país. A etapa foi disputada em Cuiabá, no Skatepark do Parque Novo Mato, entre os dias 26 e 28 de junho, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Após três anos em jejum, Dora foi campeã com nota 80,59 e teceu elogios à nova estrutura do skate mato-grossense.

“É raro no Brasil ter uma estrutura desse porte, desse tamanho, com todo o nível de pista de skate, desde para a galera que está começando até nível olímpico”, avaliou Dora, dividindo o pódio com Fernanda Galdino (78,17), segunda colocada, e Manuela Tomitake (77,00), que terminou em terceiro lugar.

A alegria estava estampada no rosto de Dora Varella após a final feminina. Ela estava em êxtase por, enfim, ter sentido o gosto de entrar na pista numa final e ouvir nos autofalantes que era a hora da “Golden Run”, a volta do título, o que jamais tinha acontecido na sua vida de skatista.

“Até me arrepiei quando ouvi que era a Golden Run, quando você é a última a dropar, mas já como campeã da etapa. Era meu sonho fazer uma volta do título e tive essa oportunidade aqui e fui com tudo. Começou a tocar minha música e fui. Pena que não acertei, mas estou muito feliz porque dei check em todas as minhas manobras. E ainda tenho outras na manga que venho treinando”, disse Dora.

Ela elogiou a realização do STU em Mato Grosso, na região Centro Oeste do país.

“O skate tem que ser mostrado pra mais pessoas, não só no eixo Sul e Sudeste. Então acho muito legal o STU vir pra um lugar novo, onde nunca tinha rolado uma competição desse porte. Vai ter uma sementinha que vai ser plantada aqui pra várias crianças, várias pessoas que assistiram e que vão querer começar a praticar o esporte. E agora eles têm esse complexo aqui irado pra começar a andar de skate com qualidade, com a estrutura necessária”, avaliou.

Uma das crianças que assistiam à competição ao lado do pai era Tainá Vicente Antunes, de 11 anos. Enquanto segurava o skate, ela disse que achou o esporte legal e começou a praticar aos nove anos.

“É um esporte inspirador e isso ajuda as pessoas”. Como não poderia deixar de ser, o sonho dela é atingir o nível da atual estrela do esporte no país e no mundo, Rayssa Leal. “Meu sonho é ser igual ela”, revelou. Além de andar de skate, ela joga futsal na função de pivô.

O paraskate também foi disputado. O bicampeão catarinense sub-16, Rogério Bento, percorre o Brasil inteiro pelo STU com o pai, Fábio Bento, e, em Cuiabá, alcançou a décima colocação.

“O Rogério começou brincando com o skate aos 11 anos e nunca imaginamos que um síndrome down ia andar na elite brasileira de alto rendimento”, frisa o pai.

Segundo Fábio, o filho foi levado para a escolhinha. “Começou a parte de inclusão, socialização e hoje ele está totalmente incluído no esporte, na democracia do skate”, disse. Segundo ele, eventos de skate fora do eixo Rio-São Paulo atraem mais competidores e dão mais visibilidade ao esporte.

Principal incentivador da prática de Skate em Mato Grosso, Bob Paron, presidente da Federação Mato-grossense de Skate, esteve no último ano no mundial em São Paulo, onde articulou a realização do STU em Cuiabá.

“É mais do que um sonho pra nós. Toda hora o feedback da galera dizendo ‘Bob, estou vendo os skatistas, meus ídolos, aqui em Cuiabá, Mato Grosso’. Isso é mais do que um sonho. Nunca imaginávamos isso. A pista está fenomenal e eu acredito que com essa pista, futuramente, nós podemos estar trazendo, ano que vem, uma etapa do mundial”, avaliou.

Street

Dois gaúchos se destacaram na modalidade Street neste domingo (28). Enquanto no feminino Maria Lúcia, natural de Canoas, manteve a liderança do ranking com seu terceiro título seguido na temporada, no masculino, Bruno Melão, de Porto Alegre, sagrou-se campeão de uma etapa do STU pela primeira vez.

Maria Lúcia vive sua melhor fase no Skate. Depois de um terceiro lugar na etapa de abertura do STU National 2026, em Porto Alegre (RS), ela acaba de emendar uma sequência que impressiona, com títulos em Criciúma (SC), Florianópolis (SC) e, agora, em Cuiabá (MT). Porém, teve que superar um novo nome que chega com força na cena, finalista em sua segunda etapa de STU: Bianca Godoi, de apenas 14 anos, que por muito pouco não se sagrou campeã.

Bia, natural de Assis (SP), mas que representa o skate de Florianópolis (SC), tinha a maior nota da final, um 82,90. Mas ainda faltava a terceira e última volta para Maria Lúcia, que até ali aparecia em segundo, com a nota 82,52. E a boa fase da líder do ranking falou mais alto: uma linha sem erros, seguida de uma Bomb Trick perfeita, com a nota total 86,01 e mais um título, deixando-a bem próxima de se tornar campeã do circuito na última etapa, em Salvador (BA), na próxima semana. O terceiro lugar ficou com Isabelly Ávila, com 77,69.

“A pressão ali na última volta foi muito grande. Estava bem acelerada. Mas coloquei a cabeça no lugar e fiz o que treinei pra fazer. Vivo uma fase bem legal e especial e só tenho a agradecer a Deus, ao meu staff, meu pai e minha mãe. Não sei como estaria agora se não fossem eles me apoiando. Entro na pista para andar de Skate e entregar tudo o que sei. E já são três títulos seguidos. Demais!”, comemorou Maria Lúcia, mostrando os três dedos da mão enaltecendo seu feito.

Já na final masculina, um feito não menos especial. Afinal, Bruno Melão, enfim, conquistou seu primeiro título na história do STU National, depois de subir ao pódio na última etapa, em Florianópolis (SC), em terceiro lugar. E foi um resultado expressivo, visto que desbancou nomes que vivem grande momento, como Sebastian Simonetto, até então líder do ranking, Gabryel Aguilar (2º – 81,26), atual campeão do circuito STU, e Wallace Gabriel (3º – 79,78), que acaba de chegar à final da Copa do Mundo de Roma.

“Não sei nem o que falar, é uma sensação muito boa. Só eu sei o quanto trabalhei para chegar até aqui e conquistar esse título. Sabia que esse momento chegaria uma hora ou outra, tenho me dedicado bastante. Consegui acertar minha linha porque acho que sempre tento algo novo para fazer na pista, observar de um jeito diferente. E hoje deu tudo certo. Costumo conversar muito com Deus, eu o busco sempre e, ultimamente, eu me sinto ainda mais próximo Dele. Só faço o que tenho que fazer e deixo o resto nas mãos Dele”, declarou Melão.

A etapa de Cuiabá do STU National foi viabilizada pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte. Homologada pela Confederação Brasileira de Skateboarding, teve como sede o Estado de Mato Grosso. O apoio foi da Federação Mato-Grossense de Skateboard, da Associação Brasileira de Paraskateboard e da Drop Dead.

Resultado final – Park masculino

1º – Augusto Akio – 94,90

2º – Pedro Barros – 89,00

3º – Nicolas Falcão – 87,80

4º – Miguel Leal – 87,40

5º – Victor Ikeda – 86,82

6º – Pedro Quintas – 82,31

Resultado final – Park feminino

1ª – Dora Varella – 80,59

2ª – Fernanda Galdino – 78,17

3ª – Manuela Tomitake – 77,00

4ª – Yndiara Asp – 75,39

5ª – Isadora Pacheco – 73,21

6ª – Érica Leguizamon – 69,05

Resultado final – Street feminino

1ª – Maria Lúcia – 86,01

2ª – Bia Godoi – 82,90

3ª – Isabelly Ávila – 77,69

4ª – Duda Ribeiro – 68,06

5ª – Manuella Moretti – 48,00

6ª – Rafaela Murbach – 32,03

Resultado final – Street masculino

1º – Bruno Melão – 84,86

2º – Gabryel Aguilar – 81,26

3º – Wallace Gabriel – 79,78

4º – Sebastian Simonetto – 71,86

5º – Matheus Mendes – 69,71

6º – João Lucas Alves – 49,19

Com informações da Assessoria

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