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Mato Grosso sedia encontro nacional sobre sistema de gestão hospitalar

Secretaria de Saúde de MT integra comunidade AGHuse, com outras 21 instituições que usam a ferramenta

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Mayke Toscano | Secom-MT

Gestores e especialistas de todo o Brasil se reuniram nesta quinta-feira (4.12), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, para debater o futuro da Saúde Digital e da gestão da saúde no Brasil. O “III Encontro Nacional AGHUse” foi realizado pela comunidade formada por 22 instituições do país, que utilizam o sistema AGHUse (Sistema de Gestão em Saúde).

O AGHUse é um sistema gratuito, considerado referência em gestão hospitalar, que registra os procedimentos administrativos e assistenciais de forma integrada para melhorar o atendimento ao paciente. A ferramenta permite a criação de um prontuário eletrônico único e compartilhado.

“Nós estamos sediando esse encontro da comunidade que desenvolve esse sistema de gerenciamento hospitalar, com a participação hoje de mais de 20 hospitais de renome no Brasil, hospitais federais, hospitais do Exército, da Aeronáutica. O Hospital Central vai ser o primeiro hospital no Brasil que já nasce com o funcionamento desse sistema”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Segundo o secretário, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, que será inaugurado no dia 19 de dezembro, vai entrar para a história.

“Não só o Hospital Central, mas vamos implantar esse sistema em todos os demais hospitais do Estado para que a gente consiga ter um gerenciamento único, uma central de comando na Secretaria de Estado que vai permitir termos todas as informações das nossas ocupações de hospitais, dos pacientes que estão internados.”

O presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Brasil Silva Neto, explicou que a unidade desenvolveu o software livre e se disse orgulhoso da construção coletiva com o aprimoramento da ferramenta pela comunidade AGHUse.

“O AGHUse é uma ferramenta muito completa, muito ampla e que atende uma estrutura hospitalar bastante robusta, como é o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, um hospital universitário que tem 890 leitos, que tem um número de atendimentos bastante grande, predominantemente na alta complexidade. E o AGHUse dá todo esse suporte para o funcionamento do hospital, que além da parte assistencial tem toda a parte de ensino, pesquisa e a gestão”, explicou.

Na Rede Estadual de Saúde de Mato Grosso, a implementação do sistema começou no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, em abril de 2024. Atualmente, o sistema também está em operação no Hospital Estadual Santa Casa e nos Hospitais Regionais de Rondonópolis e de Sinop. Em breve, ele entrará em funcionamento no Hospital Central e no Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac).

As discussões e atividades no “III Encontro Nacional AGHUse” buscam fortalecer a comunidade, permitindo a absorção de conhecimento sobre modelos e soluções práticas.

Nesta quinta-feira (4.12), foram realizadas as palestras “IA com o Avanço das Ferramentas em Cloud”, “Cases de Sucesso na Governança de Projetos AGHUse no HCPA” e “RNDS e Plataformas SUS Digital”, “Certificação de Softwares Hospitalares e o impacto Positivo desse Processo. “Tecnologias para a Saúde”, “Agilizando a Movimentação de Pacientes com Qualidade e Segurança”, “Saúde Pública” e “Saúde Digital”.

Nesta sexta-feira (5.12), haverá uma reunião dos Comitês da comunidade AHGUse.

Saiba mais sobre a comunidade AGHUse

Os membros que fazem parte da comunidade AGHUse são:  Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), as Secretarias Estaduais de Saúde da Mato Grosso, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins, a Força Aérea Brasileira, a Marinha, o Exército Brasileiro, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Fundação Hospitalar e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), a Unimed Central do Brasil e a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Para utilizar o sistema, é necessário que a instituição interessada faça seu ingresso na Comunidade AGHUse, por meio de um instrumento de cooperação ou prestação de serviços com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com outros membros já integrantes da comunidade ou com empresas credenciadas.

Ao ingressar na comunidade, a instituição compromete-se a contribuir com o desenvolvimento de melhorias para o sistema e, em contrapartida, recebe continuamente as novas versões atualizadas colaborativamente pelos integrantes.

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Empresários relatam mais turistas e alta no faturamento após dois anos do Transporte Zero

Levantamento da Sedec com 52 empresários de 20 municípios aponta fortalecimento do turismo de pesca esportiva em Mato Grosso

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Divulgação/Sedec

Pouco mais de dois anos após a implementação da Lei do Transporte Zero, o turismo de pesca esportiva em Mato Grosso registra aumento no número de visitantes e crescimento no faturamento dos empreendimentos do setor. Levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) com 52 empresários de 20 municípios aponta que 76,9% relataram aumento no fluxo de turistas e 67,3% registraram crescimento no faturamento das empresas ligadas à atividade.

Os dados também mostram que 78,8% dos entrevistados perceberam abertura ou fortalecimento de novos empreendimentos ligados à pesca esportiva em suas regiões, como pousadas especializadas, operadores turísticos, barco-hotéis, marinas e serviços de apoio.

Outro indicador relevante é a confiança do visitante: 90,4% dos empresários afirmaram que a legislação contribuiu para aumentar a confiança dos turistas e fortalecer a reputação do destino entre os praticantes da pesca esportiva.

Empresários do setor relatam que a mudança também é percebida no comportamento da atividade nos rios e no perfil do visitante. Marcelo Murata, sócio-proprietário da Pousada Recanto Toca do Tatu, em Carlinda, afirma que a movimentação de barcos diminuiu significativamente após a legislação.

“Antes da lei, principalmente nos fins de semana, o rio ficava cheio de barcos. Depois houve uma redução grande, de cerca de 50% ou mais na movimentação. Hoje a gente percebe mais peixe nos rios e o pescador esportivo valoriza isso. Para ele, o troféu é a foto do peixe e a experiência da pesca”, afirma.

Segundo Murata, o fortalecimento da pesca esportiva também tem impacto direto na economia local.

“O turismo de pesca tem um ticket médio mais alto e movimenta bem a economia. Nós tivemos que ampliar a estrutura da pousada, contratar mais guias e mais pessoas para trabalhar na cozinha e na limpeza. Isso gera emprego e faz o pescador querer voltar”, relata.

A secretária adjunta de Turismo da Sedec, Maria Leticia Arruda, afirma que os resultados mostram o potencial do turismo de pesca como atividade capaz de movimentar a economia regional e gerar oportunidades em diferentes municípios do estado.

“O levantamento mostra que o turismo de pesca está cada vez mais estruturado como atividade econômica. O visitante vem para viver a experiência da pesca esportiva, permanece mais tempo no destino e utiliza uma série de serviços, como hospedagem, guias, alimentação e transporte, o que movimenta a economia local e gera empregos em diferentes regiões”, destaca.

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