Search
Close this search box.

Saúde

Ala pediátrica do Hospital Central do Estado foi criada para oferecer ambiente acolhedor para crianças

Unidade será referência no atendimento infantil, com 99 leitos temáticos, pensados especialmente para crianças

Publicado em

Saúde

As enfermarias do Hospital Central do Estado foram organizadas em quatro temas: fundo do mar, safari, bosques e ursos Crédito - Antonio Pinheiro | Secom-MT

O Hospital Central do Estado de Mato Grosso terá 99 leitos de pediatria, sendo 30 de Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI), 18 leitos de cuidados intermediários e 51 de enfermaria. Para tornar o período de internação de crianças menos estressante e mais acolhedor, a ala pediátrica foi concebida com uma abordagem totalmente lúdica.

“Fizemos uma ala pediátrica muito especial, atendendo a uma determinação do governador Mauro Mendes, para que as crianças se sintam em casa, mesmo afastadas de sua rotina e de seu ambiente familiar, para que tenham a recuperação mais rápida possível e um atendimento humanizado por parte de toda a equipe do Hospital Central”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Segundo a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação, Mayara Galvão, as enfermarias foram organizadas em quatro temas: fundo do mar, safari, bosques e ursos. Cada um desses temas está presente nos painéis de TV, nas cabeceiras dos leitos e nos adesivos decorativos.

“A intenção é transformar o espaço em um cenário que estimule a imaginação e facilite a distração no tratamento, contribuindo para uma experiência mais leve e confortável durante o atendimento no hospital”, explicou Mayara.

Os detalhes da pintura da ala pediátrica foram planejados para compor um visual que transmitisse leveza e bem-estar às crianças, utilizando elementos ilustrativos e cores suaves.

“Toda a proposta da decoração foi desenvolvida para tornar o local mais agradável, estimulante e humanizado. Cada enfermaria conta com poltronas confortáveis, reclináveis e automatizadas, projetadas para garantir maior ergonomia e bem-estar ao acompanhante durante a permanência no hospital”, acrescentou.

A unidade terá diversos espaços voltados ao acolhimento infantil. Haverá uma brinquedoteca em cada bloco de enfermaria pediátrica e, além disso, o primeiro andar contará com uma brinquedoteca na área do laboratório, onde serão realizadas as coletas de exames.

“No térreo, foram previstos dois espaços de interação, onde as crianças podem desenhar, brincar e se distrair enquanto aguardam atendimento no Centro de Imagens e nos ambulatórios pediátrico e adulto. A ideia é ampliar as oportunidades de acolhimento e tornar diferentes áreas do hospital mais amigáveis ao público infantil”, concluiu.

O Hospital Central será inaugurado pelo Governo do Estado no dia 19 de dezembro. Após a inauguração, a unidade será aberta a visitas guiadas para a população e representantes de diversos poderes e setores. Em seguida, haverá a desinfecção e, já em janeiro de 2026, o hospital estará pronto para iniciar as atividades.

Os serviços serão implementados em quatro etapas, que devem ocorrer entre janeiro e abril. Cabe destacar que os atendimentos realizados no Hospital Central serão 100% via Sistema Único de Saúde (SUS).

Saiba mais sobre o hospital

O Hospital Central ficou 34 anos com as obras inacabadas, mas teve a construção retomada pela atual gestão do Governo do Estado. A estrutura foi ampliada de 9 mil m² para 32 mil m² de área construída para atender demandas de alta complexidade.

A unidade terá 287 leitos totais, sendo 78 leitos de UTI, 18 leitos semi-intensivos, 180 de enfermaria e 11 de isolamento. A estrutura ainda contará com dez salas cirúrgicas, inclusive com a realização de cirurgias robóticas e duas salas de hemodinâmica para realizar procedimentos minimamente invasivos, como cateterismo cardíaco e angioplastia.

Dentre as especialidades médicas previstas para o hospital, estão: cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, ortopedia, urologia, cirurgia oncológica, cirurgia vascular, cardiologia, neurocirurgia e hemodinâmica. No futuro, também é prevista a realização de transplantes na unidade.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Saúde

Mato Grosso aplica R$ 5,6 bilhões na saúde e supera mínimo constitucional

Relatório aponta investimento de 16% no setor; apesar dos avanços em infraestrutura, mas ainda revela déficit de UTIs neonatais e pediátricas, além de desafios no combate à hanseníase e na saúde indígena

Publicados

em

ANGELO VARELA / ALMT

O balancete financeiro e orçamentário do 3º quadrimestre de 2025 da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que Mato Grosso destinou R$ 5,669 bilhões à área, com 16% do orçamento aplicado acima do mínimo constitucional de 12%. Apresentado nesta quinta-feira (30), em audiência pública, à Comissão de Saúde, Previdência, Assistência Social da Assembleia Legislativa, o relatório destaca investimentos de R$ 891,4 milhões em obras e infraestrutura, mas também expõe desafios na qualidade do atendimento, como a falta de leitos de UTI neonatal e pediátrica em regiões como o Araguaia.

A apresentação do relatório foi feita pela chefe do Núcleo de Gestão da Secretaria de Estado de Saúde, Claudete de Souza Maria. De acordo com ela, o documento evidencia um esforço acima do mínimo constitucional na aplicação de recursos. Apesar de não representar um crescimento expressivo em relação aos últimos anos, Claudete afirmou que os investimentos já vinham sendo elevados desde 2023, consolidando uma tendência de priorização da área.

“O desempenho coloca Mato Grosso em posição de destaque na região Centro-Oeste em termos proporcionais de investimento em saúde. Nosso orçamento para a saúde foi de 16%, o que é relevante para o estado”, pontuou. Ela ressaltou ainda que a maior parte dos recursos é destinada às despesas correntes, como manutenção da estrutura e pagamento de pessoal, consideradas essenciais para o funcionamento da rede pública.

O relatório também aponta que a aplicação de R$ 891 milhões foi destinada à conclusão de unidades hospitalares e melhorias na infraestrutura da secretaria. Entre as ações, estão obras em hospitais estratégicos, como o Hospital Central, além da inauguração da nova sede da pasta no fim do ano. Para Claudete, os aportes reforçam o compromisso com a ampliação e qualificação da rede de atendimento.


Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Eugênio (Republicamos), destacou que a exposição teve caráter técnico, centrado em números, sem espaço para debate mais aprofundado sobre a evolução da saúde pública em Mato Grosso. Segundo ele, apesar dos avanços significativos na infraestrutura com a entrega e conclusão de hospitais em diversas regiões, como o Hospital Central, ainda persistem problemas no atendimento à população.

O parlamentar afirmou que reconhece o esforço do governo em estruturar a rede física de saúde, mas ponderou que o próximo desafio é garantir que esses investimentos se traduzam em melhorias efetivas na assistência, levando serviços de qualidade à população.

Durante a audiência pública, ele questionou três pontos que foram poucos explorados pelo governo, como o baixo investimento em UTIs, que segundo ele, nos 34 municípios que compõem a região do Araguaia não há nenhum leito de UTI neonatal e de UTI pediátrica. Além do baixo investimento no combate a hanseníase e a saúde bucal indígena em Mato Grosso.

Segundo o parlamentar, muitas UTIs foram criadas, mas não foram regulamentadas. “Então essa é uma briga nossa para que nós possamos preencher esses vazios, principalmente da UTI neonatal e pediátrica. Outro número que chamou bastante atenção foi o investimento. Temos um vazio de 100% da questão envolvendo UTI pediátrico e neonatal no Araguaia”, disse Dr. Eugênio.

Outro ponto questionado pelo parlamentar foi a pouca atenção que o governo dá à saúde bucal às 46 etnias dos povos originários mato-grossenses. “O atendimento primário à saúde indígena é feito pelos municípios e acaba atingindo de uma certa forma, mas o secundário e o terciário não é feito nada, absolutamente nada “, disse o parlamentar.

Na avaliação do deputado Dr. Eugênio, Mato Grosso enfrenta um paradoxo: embora lidere a produção de commodities, também apresenta altos índices de hanseníase, problema que, segundo ele, ainda é negligenciado. O parlamentar destacou que, enquanto países como o Chile conseguiram erradicar a doença, o estado permanece entre os que mais registram casos no país.

Para ele, o enfrentamento da hanseníase precisa ser tratado como prioridade de saúde pública, com atuação conjunta entre municípios e governo estadual. Embora a execução das ações seja municipalizada, Dr. Eugênio defende que o Estado assuma protagonismo na coordenação e ampliação de políticas, especialmente por meio de educação continuada, como estratégia essencial para reduzir e, eventualmente, eliminar a doença.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA