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Projeto de lei sugere criar CNH separada para carros automáticos e manuais

Pelo texto, candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo. Para estar habilitado para os dois tipos, será necessário curso complementar e de um novo teste prático.

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Carteira Nacional de Habilitação (CNH). — Foto: Crystofher Andrade/

Após mudanças nas regras para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), um projeto de lei propõe a criação de categorias diferentes para quem dirige carros automáticos e manuais. A proposta foi aprovada em comissão específica na Câmara dos Deputados, mas ainda tem um trajeto para entrar em vigor. (veja abaixo)

Pelo texto, o candidato que fizer aulas e o exame prático em um carro automático poderá dirigir apenas esse tipo de veículo, com a restrição registrada na CNH. A mesma regra vale para quem fizer a prova em um carro com câmbio manual.

Se o motorista quiser dirigir o outro tipo de veículo, o projeto prevê a obrigatoriedade de um curso complementar e de um novo teste prático. Somente após a aprovação a CNH seria atualizada para permitir a condução de ambos.

“É forçoso constar no documento de habilitação do condutor que optar por fazer o curso e o exame em veículo com câmbio automático que ele não está apto a dirigir veículo com câmbio mecânico”, diz o relator Neto Carletto (Avante-BA).

Até a publicação desta reportagem, o projeto ainda precisa passar por outras etapas para se tornar lei. A proposta já foi aprovada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e ainda aguarda:

  1. Ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania;
  2. Entrar em votação no plenário da Câmara dos Deputados;
  3. Se aprovada, seguir para votação no Senado Federal.

Já existe indicação na CNH para carros automáticos

Atualmente, já existe uma anotação no campo de observações da CNH que indica que o motorista deve usar um carro com câmbio automático. No entanto, essa restrição é voltada a condutores com necessidades específicas, que não conseguem dirigir veículos com câmbio manual.

Outras letras significam:

  • A: obrigatório uso de lentes corretivas;
  • B: obrigatório uso de próteses auditivas;
  • C: obrigatório uso do acelerador à esquerda;
  • D: obrigatório o uso de veículo com transmissão automática;
  • E: obrigatório o uso de empunhadura, manopla ou pomo de volante;
  • F: obrigatório o uso de veículo com direção hidráulica;
  • G: obrigatório o uso de veículo com embreagem manual ou com automação de embreagem ou com transmissão automática;
  • H: obrigatório uso de acelerador e freio manual;
  • I: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel ao volante;
  • J: obrigatório uso de adaptação dos comandos de painel para os membros inferiores e/ou outras partes do corpo;
  • K: obrigatório o uso de veículo com prolongamento da alavanca de câmbio e/ou almofadas (fixas) de compensação de altura e/ou profundidade;
  • L: obrigatório o uso de veículos com prolongadores dos pedais e elevação do assoalho e ou almofadas fixas de compensação de altura ou profundidade;
  • M: obrigatório o uso de motocicleta com pedal de câmbio adaptado;
  • N: obrigatório o uso de motocicleta com o pedal de freio traseiro adaptado;
  • O: obrigatório uso de motocicleta com manopla de freio dianteiro adaptada;
  • P: obrigatório o uso de motocicleta com manopla de embreagem adaptada;
  • Q: obrigatório o uso de motocicleta com carro lateral ou triciclo;
  • R: obrigatório o uso de motoneta com carro lateral ou triciclo;
  • S: obrigatório o uso de motocicleta com automação de troca de marchas;
  • T: vedado dirigir em rodovias e vias de trânsito rápido;
  • U: vedado dirigir após o pôr do sol;
  • V: obrigatório uso de capacete de segurança com viseira protetora, sem limitação de campo visual;
  • W: aposentado por invalidez;
  • X: outras restrições;
  • Y: surdo (também representada como X na CNH);
  • Z: visão monocular (também representada como X na CNH).

Há ainda outras siglas, usadas em conjunto, que têm significados diferentes:

  • ACC: autorização para conduzir ciclomotor;
  • HTE: habilitado em transporte escolar;
  • MTF: autorização motofretista;
  • MTX: autorização para mototaxista;
  • EAR: exerce atividade remunerada;
  • HTVE: habilitado em transporte de veículos de emergência;
  • HTC: habilitado em transporte coletivo de passageiros;
  • HPP: habilitado em transporte de produtos perigosos.
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Empresários relatam mais turistas e alta no faturamento após dois anos do Transporte Zero

Levantamento da Sedec com 52 empresários de 20 municípios aponta fortalecimento do turismo de pesca esportiva em Mato Grosso

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Divulgação/Sedec

Pouco mais de dois anos após a implementação da Lei do Transporte Zero, o turismo de pesca esportiva em Mato Grosso registra aumento no número de visitantes e crescimento no faturamento dos empreendimentos do setor. Levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) com 52 empresários de 20 municípios aponta que 76,9% relataram aumento no fluxo de turistas e 67,3% registraram crescimento no faturamento das empresas ligadas à atividade.

Os dados também mostram que 78,8% dos entrevistados perceberam abertura ou fortalecimento de novos empreendimentos ligados à pesca esportiva em suas regiões, como pousadas especializadas, operadores turísticos, barco-hotéis, marinas e serviços de apoio.

Outro indicador relevante é a confiança do visitante: 90,4% dos empresários afirmaram que a legislação contribuiu para aumentar a confiança dos turistas e fortalecer a reputação do destino entre os praticantes da pesca esportiva.

Empresários do setor relatam que a mudança também é percebida no comportamento da atividade nos rios e no perfil do visitante. Marcelo Murata, sócio-proprietário da Pousada Recanto Toca do Tatu, em Carlinda, afirma que a movimentação de barcos diminuiu significativamente após a legislação.

“Antes da lei, principalmente nos fins de semana, o rio ficava cheio de barcos. Depois houve uma redução grande, de cerca de 50% ou mais na movimentação. Hoje a gente percebe mais peixe nos rios e o pescador esportivo valoriza isso. Para ele, o troféu é a foto do peixe e a experiência da pesca”, afirma.

Segundo Murata, o fortalecimento da pesca esportiva também tem impacto direto na economia local.

“O turismo de pesca tem um ticket médio mais alto e movimenta bem a economia. Nós tivemos que ampliar a estrutura da pousada, contratar mais guias e mais pessoas para trabalhar na cozinha e na limpeza. Isso gera emprego e faz o pescador querer voltar”, relata.

A secretária adjunta de Turismo da Sedec, Maria Leticia Arruda, afirma que os resultados mostram o potencial do turismo de pesca como atividade capaz de movimentar a economia regional e gerar oportunidades em diferentes municípios do estado.

“O levantamento mostra que o turismo de pesca está cada vez mais estruturado como atividade econômica. O visitante vem para viver a experiência da pesca esportiva, permanece mais tempo no destino e utiliza uma série de serviços, como hospedagem, guias, alimentação e transporte, o que movimenta a economia local e gera empregos em diferentes regiões”, destaca.

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