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Economia

“MT se consolidou como um dos principais destinos de investimentos do país”, afirma secretária

Secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico detalha estratégias do governo para tornar Mato Grosso uma das potências econômicas do Brasil

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Economia

SEDEC

Nos últimos sete anos, Mato Grosso avançou em diferentes áreas estratégicas, com investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança pública, ao mesmo tempo em que consolidou uma trajetória de crescimento econômico. Esse conjunto de ações tem contribuído para fortalecer o ambiente de negócios, ampliar a competitividade do Estado e impulsionar a geração de emprego, renda e oportunidades.

A liderança na produção agropecuária, o avanço da industrialização, a atração de investimentos, o fortalecimento do turismo e o aproveitamento sustentável dos recursos florestais são alguns dos fatores que reforçam o protagonismo de Mato Grosso na economia brasileira.

Nesta entrevista, a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, detalha as estratégias adotadas pelo Governo de Mato Grosso para fortalecer o ambiente de negócios, estimular a geração de empregos, agregar valor à produção e preparar o Estado para um novo ciclo de crescimento sustentável.

1. Por que Mato Grosso se tornou um dos destinos mais atrativos para investimentos no Brasil?
Mato Grosso consolidou sua posição como um dos principais destinos de investimento do país a partir da força produtiva, da expansão da infraestrutura e de um ambiente de negócios mais simples, previsível e competitivo.

Um dos diferenciais é a política de incentivos fiscais por adesão e com baixa burocracia, que reduz custos e tempo para investir, acelerando a chegada e a expansão de empreendimentos no Estado.

Também se destaca a evolução da infraestrutura logística, com investimentos em rodovias e novos modais, como a ferrovia estadual, o que amplia a competitividade da produção.

Além disso, o Estado tem forte presença no comércio internacional, com exportações em dezenas de bilhões de dólares e atuação em mais de 160 mercados, reforçando Mato Grosso como um ambiente estratégico para investimentos e crescimento econômico.

2. Qual o impacto dos incentivos fiscais na geração de empregos e indústrias?
Os incentivos fiscais têm impacto direto na economia de Mato Grosso. Em 2025, a cada R$ 1 de renúncia fiscal, foram gerados R$ 4,66 em investimentos privados, mostrando a efetividade da política de atração de investimentos.

Esse resultado também se reflete no emprego. Entre 2024 e 2025, as empresas incentivadas ampliaram em 10% o número de postos de trabalho, passando de 119,5 mil para 131,3 mil vagas. Em uma visão mais ampla, o crescimento chega a 79% desde 2020.

Na prática, os incentivos funcionam como instrumento para estimular investimentos, ampliar a industrialização e fortalecer a cadeia produtiva, com impacto direto na geração de empregos e renda em Mato Grosso.

3.  Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, carnes e fibras. Quais são os principais desafios para manter essa competitividade e agregar mais valor à produção dentro do Estado?
Mato Grosso já tem uma base produtiva muito sólida, mas o desafio agora é manter essa liderança e avançar na agregação de valor dentro do próprio Estado.

Um dos pontos centrais é a energia. O programa MT Trifásico, lançado em maio e que promete investimento de R$ 1,4 bilhão até 2030 e cerca de 5 mil quilômetros de rede, leva energia de qualidade ao interior e viabiliza a instalação de agroindústrias, a modernização das propriedades e novos investimentos.

Outro desafio é a industrialização. Ainda há forte exportação de commodities, e o potencial está em ampliar a transformação local da produção, com mais cadeias de valor agregado, como alimentos processados e biocombustíveis, gerando renda e empregos qualificados.

No conjunto, o foco é fortalecer a base existente e avançar em energia, industrialização, qualificação e sustentabilidade para ampliar o desenvolvimento dentro do Estado.

4. O turismo vem ganhando espaço na estratégia de desenvolvimento econômico do Estado. Como a Sedec tem trabalhado para transformar o potencial turístico de Mato Grosso em geração de emprego, renda e atração de visitantes?
O turismo vem ganhando cada vez mais espaço na estratégia de desenvolvimento econômico de Mato Grosso, pelo seu potencial de geração de emprego, renda e interiorização de oportunidades.

A atuação da Sedec tem focado em transformar esse potencial em estrutura e atratividade real, com investimentos na qualificação de destinos turísticos em diferentes regiões do Estado e obras de infraestrutura como orlas e espaços de recepção de visitantes.

Outro destaque é o Novo Fungetur, operacionalizado pela Desenvolve MT, que oferece linhas de crédito de até R$ 5 milhões por CNPJ para empreendimentos turísticos, permitindo investimentos em estrutura, modernização e marketing, com condições mais acessíveis que o mercado tradicional.

Além disso, o Estado atua na promoção de Mato Grosso em feiras nacionais e internacionais de turismo, ampliando a divulgação dos atrativos e a atração de visitantes. Com isso, a estratégia é consolidar o turismo como um vetor econômico estruturado e sustentável no Estado.

5. Os dados da Jucemat mostram crescimento expressivo na abertura de empresas. O que explica esse cenário favorável ao empreendedorismo e quais ações o Governo tem desenvolvido para apoiar quem deseja investir em Mato Grosso?
O crescimento na abertura de empresas em Mato Grosso, segundo a Jucemat, reflete um ambiente econômico cada vez mais dinâmico e favorável ao empreendedorismo.

Entre janeiro e março de 2026, foram abertas 37.138 empresas no Estado, um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2025, acompanhado também pela geração de 22.106 vagas formais no primeiro trimestre, segundo o Caged.

Esse resultado está ligado às políticas de desburocratização, à melhoria do ambiente de negócios e à modernização dos programas de incentivo fiscal, que hoje operam com mais agilidade e segurança jurídica.

Além disso, o acesso ao crédito tem sido um fator importante, com linhas de financiamento que apoiam desde a abertura até a expansão dos negócios, especialmente de pequenos e médios empreendedores.

6. Qual é a visão da Sedec para o Mato Grosso dos próximos dez anos?
A visão da Sedec para os próximos dez anos é de um Mato Grosso cada vez mais consolidado como um dos principais motores de crescimento do Brasil, combinando alta produtividade, geração de empregos e um ambiente favorável ao investimento.

Hoje, Mato Grosso já se destaca nacionalmente como um lugar onde as coisas estão dando certo. Em 2025, registrou a menor taxa de desemprego do Brasil, de apenas 2,2%, refletindo a força da economia e a capacidade de geração de oportunidades.

A estratégia é avançar na diversificação econômica, com mais industrialização, agregação de valor à produção e atração de novos investimentos, junto à expansão da infraestrutura, inovação e qualificação da mão de obra.

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Economia

Desenrola Adimplentes: governo lança etapa focada em informais que pagam dívidas em dia e beneficiários do Fies; veja regras

Modalidade é nova fase do Desenrola 2.0, lançado em maio e direcionado para pessoas que ganham até R$ 8.105. Expectativa do governo é de que as novas linhas de crédito possam ser buscadas por até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil pessoas do Fies.

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Governo federal anuncia Desenrola Adimplentes, nova fase de programa para renegociação de dívidas — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

O governo federal lançou nesta segunda-feira (29) o chamado Desenrola Adimplentes, programa voltado para a população que ainda não está com dívidas bancárias vencidas, mas que paga juros mais elevados em seus financiamentos.

De acordo com o governo, o foco são trabalhadores informais — que não têm acesso ao consignado CLT, do servidor público ou do INSS — e estudantes com crédito do Fies Empreendedor.

A expectativa do governo é que as novas linhas de crédito possam ser buscadas por até 500 mil trabalhadores informais e até 100 mil integrantes do Fies. A renegociação vale para o Crédito Pessoal Não Consignado, com saldo de até R$ 15 mil, ao menos quatro parcelas já pagas e no máximo 90 dias de atraso. A taxa máxima será de 1,99% ao mês (veja mais abaixo).

“Estamos olhando para esse trabalhador que já honra com juros mais altos, que [agora] vai seguir honrando com taxa de juros mais baixa”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A nova modalidade do programa foi lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento no Palácio do Planalto.

Esta é uma nova fase do programa de renegociação de dúvidas Desenrola 2.0, lançado em maio e direcionado para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, ou seja, R$ 8.105, com débitos junto às instituições financeiras, além de agricultores, empresas de pequeno porte e devedores do Fies.

Quem aderir ao programa aceitará, como contrapartida, o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por seis meses, informou o governo federal.

A exigência é uma forma de tentar evitar que o crédito mais barato oferecido pelo programa seja usado em apostas online — atividade que tem preocupado o governo pelo impacto no endividamento das famílias brasileiras.

Durante a apresentação nesta segunda-feira, Durigan também mencionou as novas regras para o crédito consignado para trabalhadores do setor privado. A modalidade foi regulamentada na última sexta-feira (26).

Onde buscar o crédito

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, as linhas de crédito poderão ser buscadas, de início, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Ele explicou que os bancos privados ainda vão decidir se vão aderir ou não às condições dessas novas linhas de crédito.

“Não há decisão de adesão unânime dos integrantes da Febraban [Federação Brasileira de Bancos]. Cada banco vai olhar. O perfil de público que vai ofertar. São linhas que operam hoje com taxa de juros elevada a um público que acaba, com muito sacrifício, honrando as operações”, disse Ceron.

“Mesmo um cliente de outra instituição, pode fazer sua análise de risco no BB e Caixa e migrar suas operações”, acrescentou o secretário da Fazenda.

Trabalhadores informais

Segundo a equipe econômica, a medida abrange trabalhadores informais, não incluindo trabalhadores CLT, aposentados, pensionistas nem servidores.

Além de refinanciar o débito antigo, será possível ter, ainda, um crédito adicional de até 50% do saldo devedor da dívida original.

Valerá para:

  • Crédito Pessoal Não Consignado
  • Ao menos 4 parcelas já pagas
  • Em dia ou com no máximo 90 dias de atraso
  • Saldo igual ou inferior a R$ 15 mil

Na renegociação, as condições serão as seguintes:

  • Taxa máxima de juros: 1,99% a.m.
  • Prazo: equivalente ao prazo remanescente da dívida original, com possibilidade de ampliação do prazo até no máximo 6 meses, a depender do prazo remanescente da dívida original
  • Limite da Prestação: Nova prestação de no máximo 90% da prestação da dívida original

Estudantes empreendedores

O Ministério da Fazenda informou, ainda, que haverá novas linhas de crédito para pessoas físicas e empresas adimplentes no Fies.

Segundo o governo, parte relevante do público-alvo conclui cursos associados à profissões autônomas, necessitando de capital inicial para exercer suas atividades, sendo que parte já possui CNPJ.

O objetivo é financiar atividade empreendedora. O graduado, estando adimplente há pelo menos 36 meses, sem nenhuma renegociação, poderá buscar o crédito.

Os juros poderão ser de até 11% ao ano (0,87% ao mês), com limite de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e de R$ 80 mil para pessoas físicas. O prazo máximo será de 96 e 60 meses, respectivamente.

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