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Defesa Civil reforça orientações após alerta nacional de chuva para Cuiabá e região
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A Defesa Civil Nacional emitiu um novo alerta amarelo para Cuiabá e municípios do entorno, válido até o meio-dia desta quarta-feira (10). A previsão indica a possibilidade de chuvas intensas de até 30 mm por hora, acumulados de até 50 mm por dia e ventos entre 40 e 60 km/h. Embora seja o nível mais baixo entre os sistemas de aviso, abaixo dos alertas laranja e vermelho, o comunicado reforça a necessidade de atenção da população, especialmente durante o período chuvoso.
O secretário-adjunto especial da Defesa Civil Municipal, coronel BM Alessandro Borges, explica que o alerta atual é considerado de baixo impacto, mas exige comportamento preventivo. “Trata-se de um alerta amarelo, o de menor gravidade. A previsão é de 20 a 30 milímetros de chuva por hora ou até 50 milímetros por dia, então o impacto sobre a cidade é baixo. Mesmo assim, os cuidados são os mesmos: atenção aos ventos de 40 a 60 km/h e busca por um local seguro durante a parte mais intensa da chuva”, orienta.
Orientações de segurança à população
Segundo Borges, as recomendações valem para todos os ambientes: rua, casa, trabalho ou escola. “É importante esperar o pico da chuva passar, principalmente nas tempestades com vento. No deslocamento, observar se não há fios de eletricidade caídos e evitar permanecer próximo de árvores, placas ou outdoors”, reforça.
A Defesa Civil Nacional também destaca riscos associados a chuvas moderadas, como queda de galhos, alagamentos pontuais e descargas elétricas. As equipes municipais seguem em monitoramento permanente, prontas para atender possíveis ocorrências.
Monitoramento reforçado após dias de instabilidade
O novo alerta surge após uma semana marcada por variações climáticas na capital. Na segunda-feira (17/11), a previsão indicou possibilidade de precipitação de até 60 mm e ventos que poderiam chegar a 100 km/h, cenário que resultou em pontos de alagamento, queda de árvores e no desabamento da parede de uma residência no bairro Dom Aquino. O caso foi atendido sem vítimas, e os córregos permaneceram dentro dos níveis de segurança.
Na ocasião, Borges já havia destacado a importância da prudência e o acompanhamento contínuo das tempestades. O monitoramento segue ativo. “A situação agora é classificada como moderada, mais tranquila, mas seguimos atentos. Toda mudança no clima exige cuidado”, afirma.
Mesmo em alertas de menor gravidade, situações simples podem oferecer risco. Segundo o secretário, acidentes de trânsito têm maior incidência logo no início das chuvas. “A chuva fraca mistura com o óleo do asfalto e deixa a pista muito lisa. É quando mais ocorrem acidentes. Já na chuva forte, o perigo maior é a perda de visibilidade. Por isso, prudência é fundamental”, explica.
Entre as orientações principais estão:
• evitar áreas alagadas;
• buscar abrigo seguro durante rajadas de vento;
• manter distância de árvores e estruturas metálicas;
• interromper a condução do veículo caso a visibilidade esteja comprometida;
• verificar calhas, telhados e árvores próximas às residências.
Canais de emergência e sistema de alertas
A população pode acionar os canais oficiais sempre que necessário:
• 193 – Corpo de Bombeiros
• 199 – Defesa Civil
• WhatsApp da Defesa Civil de Cuiabá (plantão 24h): (65) 99244–4018
Moradores também são orientados a manter o cadastro atualizado nos sistemas de alerta para receber notificações antecipadas sobre mudanças no clima.
Compromisso com a prevenção
Para Borges, o principal objetivo do órgão é garantir segurança com informação de qualidade e resposta rápida. “A prevenção é sempre o melhor caminho. Não há motivo para pânico, mas sim para atenção e prudência. Seguiremos atentos até o encerramento do alerta e pedimos que a população se mantenha informada e siga as orientações”, conclui.
Com equipes nas ruas, plantão permanente e atualização constante das condições meteorológicas, a Defesa Civil reafirma seu compromisso de proteger a população e reduzir riscos durante o período chuvoso.
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Cuiabá lidera ranking do ar mais seco entre as capitais do Brasil
Umidade do ar chegou a 17% nesta quinta-feira (6), índice considerado muito abaixo do ideal para a saúde; outras cidades de Mato Grosso também registraram níveis baixos.
Cuiabá registrou, nesta quinta-feira (6), a menor umidade relativa do ar entre todas as capitais brasileiras. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o índice chegou a apenas 17%, percentual muito inferior ao recomendado para a saúde humana e que acende o alerta para os riscos provocados pelo tempo seco.
Segundo o levantamento do Inmet, depois de Cuiabá aparecem Goiânia(GO) com 18%, Palmas (TO) com 22%, Brasília (DF) com 24% e Belo Horizonte (MG) com 25% entre as capitais com os menores índices de umidade do país.
Além da capital mato-grossense, outros municípios do estado também enfrentaram a baixa umidade. Nova Xavantina e Primavera do Leste registraram os mesmos 17% da capital. Já Guiratinga teve 18%, enquanto Alto Araguaia e Lucas do Rio Verde marcaram 19%.
Índices estão muito abaixo do recomendado
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que a umidade relativa do ar ideal para o organismo humano deve ficar entre 40% e 70%. Quando os índices caem abaixo desse patamar, aumentam os riscos de problemas como irritação nos olhos, nariz e garganta, ressecamento da pele, crises alérgicas e complicações respiratórias.
Além dos impactos na saúde, o tempo seco também favorece a ocorrência de incêndios em áreas urbanas e rurais.
Veja os cuidados durante o tempo seco
Diante da baixa umidade, é recomendado alguns cuidados para reduzir os impactos do clima:
- Beber bastante água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede;
- Evitar atividades físicas ao ar livre e exposição ao sol entre os horários mais quentes;
- Usar hidratantes para proteger a pele do ressecamento;
- Umidificar os ambientes com umidificadores, bacias com água ou toalhas úmidas;
- Manter a casa limpa e arejada, utilizando pano úmido em vez de vassoura para evitar levantar poeira;
- Evitar fumaça de cigarro e não colocar fogo em lixo ou vegetação;
- Procurar atendimento médico em caso de agravamento de problemas respiratórios.
As autoridades também orientam que a população acompanhe os avisos da Defesa Civil e dos órgãos de meteorologia, especialmente durante o período de estiagem, quando as condições do tempo podem aumentar o risco de queimadas e comprometer ainda mais a qualidade do ar.
