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Empresa é autorizada a retomar coleta de lixo em Várzea Grande (MT), mas impasse adia volta

Enquanto a situação não se define, o sindicato orientou os funcionários a não saírem para o serviço, alegando insegurança quanto à estabilidade contratual.

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Assessoria

A empresa responsável pela coleta de lixo em Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, a Locar Saneamento Ambiental, foi autorizada pela Justiça a retomar os serviços de coleta de resíduos sólidos no município, nesta segunda-feira (12). Segundo a empresa, as equipes estão preparadas para iniciar os trabalhos, mas ainda aguarda a formalização da Prefeitura de Várzea Grande para voltar.

Por outro lado, a Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana informou que, por se tratar de uma decisão da Justiça, a volta da coleta pela Locar não depende de formalização da prefeitura.

“Por se tratar de decisão judicial, não cabe ao município deliberar sobre sua execução. Assim, por determinação do Poder Judiciário, a empresa deve restabelecer integralmente o serviço, independentemente de ato administrativo adicional”, diz trecho do comunicado.

 

Enquanto a situação não se define, o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana de Mato Grosso (Sindilimp-MT) orientou os funcionários a não saírem para o serviço, alegando insegurança quanto à estabilidade contratual.

“Estamos prontos para retomar com os 18 caminhões e as equipes na garagem. Só que para o movimento sindical, os funcionários dizem que só saem com um pronunciamento oficial da prefeitura de qual empresa é responsável pela coleta de lixo, uma vez que não recebemos ainda a ordem de serviço para o início formal das atividades”, disse a CEO da Locar, Carolina Buarque.

 

A Locar afirmou que mantém os salários dos trabalhadores em dia e que todos os 144 colaboradores e 33 veículos, entre caminhões diurnos, noturnos e extras, estão disponíveis para iniciar o trabalho assim que houver a formalização necessária.

A retomada ocorre poucos dias depois de outra mudança na coleta de lixo em Várzea Grande. No sábado (10), o consórcio Pantanal Ambiental assumiu temporariamente a coleta de resíduos domiciliares, comerciais e de feiras, além do transporte e destinação final do lixo, após impasse judicial entre a prefeitura e a empresa anterior responsável pelo serviço.

A Locar estima que os serviços de coleta sejam totalmente restabelecidos em [xx dias], retirando cerca de 230 toneladas de lixo por dia e evitando o acúmulo de resíduos na cidade.

Troca na gestão

No último sábado, uma nova empresa assumiu a coleta de lixo em Várzea Grande, após impasse na Justiça entre a prefeitura e a empresa anterior responsável pelo serviço. Com isso, o consórcio Pantanal Ambiental passou a ser responsável pela coleta de resíduos domiciliares, comerciais e de feiras, além do transporte e da destinação final do lixo.

Essa autorização ocorreu após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) suspender a liminar que permitia à empresa Locar Saneamento Ambiental continuar prestando o serviço. Diante disso, a Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana publicou uma ordem de serviço, o que deu início imediato à execução do contrato emergencial de limpeza urbana

Impasse

No final de 2025, a empresa havia anunciado a interrupção da coleta no município e que voltaria a realizar esse serviço após o pagamento das parcelas. O total da dívida passa de R$ 10 milhões. Uma delas já foi paga pela prefeitura, o que permitiu a volta gradativa da coleta.

De acordo com a Locar Saneamento Ambiental, a empresa continua executando normalmente os serviços de coleta de resíduos sólidos urbanos, com equipes operando diariamente nas ruas do município.

A Justiça considerou essencial a manutenção do contrato para garantir a continuidade do serviço público, com impacto direto na saúde da população e no meio ambiente urbano.

Com isso, uma liminar deu essa garantia para a empresa continuar prestando o serviço, o que barrou a tentativa da prefeitura de contratar outra empresa de forma emergencial.

Porém, uma nova decisão judicial permitiu a contratação dessa nova empresa para sanar o problema da coleta. Enquanto o impasse seguia, a população reclamava do acumulo de lixo e do mau cheiro que dominava os bairros.

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Cidades

Caminhão guincho derruba fiação, deixa UPA sem energia e bloqueia avenida em Várzea Grande (MT)

Veículo transportava um caminhão-baú quando atingiu cabos de energia, internet e telefonia na Avenida Arthur Bernardes.

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Caminhão guincho derrubou fiação e causou transtornos em Várzea Grande (MT) — Foto: Guarda Municipal

Um caminhão guincho que transportava outro caminhão atingiu a fiação elétrica e derrubou cabos energizados na Avenida Arthur Bernardes, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, no início da tarde deste sábado (22). O acidente provocou o bloqueio da avenida e afetou o fornecimento de energia na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Ipase.

Segundo a Guarda Municipal, o guincho transportava um caminhão-baú quando a carga enroscou na fiação. Com o impacto, cabos de energia elétrica, internet e telefonia caíram sobre a pista.

Quando os agentes chegaram, havia cabos de média tensão ainda energizados na via. Por causa do risco de choque elétrico, a avenida foi totalmente bloqueada no sentido Ipase.

Pacientes da UPA do Ipase relataram ao g1 que a falta de energia também afetou os atendimentos na unidade. A Secretaria de Saúde de Várzea Grande informou que houveram oscilações na energia elétrica que durou por alguns minutos. Não há informações sobre quais serviços foram prejudicados ou por quanto tempo a unidade ficou sem energia.

Durante a interdição, duas viaturas da Guarda Municipal permaneceram no local para isolar a área e orientar os motoristas. O trânsito foi desviado pela Rua Fuad Auada, com passagem pelo bairro Jardim Aeroporto.

Caminhão guincho derrubou fiação e causou transtornos em Várzea Grande (MT) — Foto: Guarda Municipal

Um guindaste foi acionado para retirar o caminhão-baú. Segundo a Guarda Municipal, parte do veículo precisou ser desmontada para facilitar a remoção e evitar novos danos à rede elétrica.

A Guarda Municipal informou ainda que foram feitas três autuações relacionadas à ocorrência: transporte de carga acima da altura permitida em via pública, obstrução da via e danos à via, às instalações e aos equipamentos. Os veículos foram retirados e a avenida, desobstruída.

A Energisa, concessionária responsável pelo fornecimento de energia elétrica, informou que enviou uma equipe técnica ao local assim que foi acionada e que o fornecimento de energia já foi totalmente restabelecido.

A empresa orienta que situações de risco envolvendo a rede elétrica sejam comunicadas pelos canais oficiais de atendimento: aplicativo Energisa On, WhatsApp pelo número (65) 99999-7974, site da concessionária ou pelo telefone 0800 6464 196.

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