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Economia

Trabalhadores poderão usar 20% do FGTS para pagar dívidas; governo deve liberar R$ 4,5 bilhões do fundo

Ministro disse a Caixa enviará o dinheiro direto para o banco após a renegociação das dívidas com a instituição financeira e a autorização da transferência pelo trabalhador.

Publicado em

Economia

Jornal Nacional/ Reprodução

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), disse nesta quarta-feira (29), que devem ser liberados cerca de R$ 4,5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para que trabalhadores possam quitar dívidas.

Marinho afirmou que será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS para pagar débitos. O ministro afirmou que haverá um limite máximo de R$ 8 bilhões a ser resgatado do FGTS para essa finalidade. No entanto, o ministro calcula que serão efetivamente utilizados os cerca de R$ 4,5 bilhões.

💳 Essa medida faz parte do pacote que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende lançar nos próximos dias para reduzir o endividamento das famílias e empresas do país. Um dos pilares do pacote será a renegociação de dívidas que a população tem com bancos.

💵 Essa medida que envolve o FGTS deverá atender a quem recebe até cinco salários mínimos, cerca de R$ 8 mil por mês.

💰 Além disso, para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos – isso depois que a renegociação for feita e o trabalhador autorizar o repasse.

A liberação deverá ser feita enquanto durar o programa, o que, de acordo com ele, pode ser por um período de três meses.

Segundo Marinho, isso não compromete as atividades do fundo, pois ele tem um patrimônio de mais de R$ 700 bilhões.

Desconto nas dívidas

No caso da renegociação direta com os bancos, o governo diz que haverá um desconto de, no mínimo, 40% do valor devido. E que isso poderá chegar a 90%.

O ministro também afirma que quem renegociar a dívida dentro do programa ficará impedido de fazer apostas em jogos online. O governo já havia lançado um programa semelhante, o Desenrola, para reduzir o endividamento da população, mas os débitos voltaram a subir.

“É preciso que faça educação financeira para que a gente adote mudança de padrão de comportamento em relação ao endividamento”, disse o ministro.

Para que as condições dessa renegociação sejam favoráveis, o governo pretende usar um fundo com recursos públicos para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, o dinheiro da União vai cobrir eventual calote dos renegociadores.

“Nesse momento estamos debruçados, consolidando medidas, Lula fará referência no seu pronunciamento de amanhã e anunciará a medida na semana seguinte, talvez na segunda-feira ou na sequência”, disse Marinho.

Integrantes do governo trabalham nos ajustes finais para que as ações sejam apresentadas, inicialmente, pelo presidente Lula em um pronunciamento na quinta-feira (30), véspera do 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador.

No entanto, se ainda for necessário um prazo para que bancos e órgãos públicos se alinhem para colocar as medidas em prática, o presidente deverá manter a menção ao programa contra o endividamento no discurso.

Mas o detalhamento do plano só ocorrerá na segunda-feira (4) de maio, ou posteriormente.

Impacto eleitoral

Depois do pacote para combater os efeitos da guerra no Oriente Médio no Brasil, o governo definiu o socorro aos brasileiros endividados como prioridade para o primeiro semestre deste ano, como informou o blog do jornalista Valdo Cruz.

O presidente Lula pediu ao ministro da Fazenda para levantar medidas para o refinanciamento das dívidas de brasileiros.

A medida têm um componente eleitoral, principalmente num momento em que Lula enfrenta novamente uma fase de aprovação ruim dos brasileiros.

Lula não quer inflação em alta durante a campanha eleitoral, nem que as famílias continuem reclamando que seu orçamento não está fechando no final do mês.

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Economia

Passagens aéreas e transporte por app puxam alta dos preços e são vilões em novembro

No mês passado, a inflação do país acelerou e chegou a 0,18%; o valor é o menor para o mês desde 2018

Publicados

em

Fernando Frazão/Agência Brasil

Os preços de serviços e itens do dia a dia continuaram pressionando o bolso do consumidor em novembro. Dados mais recentes do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, mostram que as passagens aéreas, transporte por aplicativo e o pacote turístico lideraram as maiores altas do período, puxando a inflação persistente.

No mês passado, a inflação do país acelerou e chegou a 0,18%. Apesar do avanço, o valor é o menor para o mês desde 2018, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As passagens aéreas tiveram maior elevação entre os itens monitorados, com alta de 11,9%. No período analisado, o setor de transporte registrou uma variação de 0,22%, que foi impactada, principalmente, pela alta do preço das passagens.

Na sequência, ainda no mesmo setor, aparece o transporte por aplicativo, que registrou uma alta de 5,02%. Apesar da alta, os combustíveis registraram variação negativa no mês (-0,32%) com quedas no gás veicular (-0,51%), na gasolina (-0,42%) e no óleo diesel (-0,06%).

Por fim, o pacote turístico também sofreu um ajuste relevante de 3,86%. Os itens mencionados afetam diretamente o preço pago nas viagens de fim de ano dos brasileiros. Além dos produtos citados, as hospedagens também tiveram variação, com aumento de 4,09%.

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