Educação
Universidades privadas de MT recebem notas baixas em avaliação do MEC; veja lista
Resultado do Enamed 2025 aponta conceitos entre 1 e 3. Em contrapartida, universidades federais do estado tiveram melhor desempenho.
Educação
Universidades privadas de Mato Grosso receberam notas baixas no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) 2025, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC), com conceitos entre 1 e 3, enquanto uma instituição de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, entrou em processo de supervisão, nessa segunda-feira (19).
Veja abaixo a lista das instituições com pior avaliação no estado:
- Centro Universitário de Várzea Grande (Univag) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), em Cáceres, receberam conceito 3.
- A Universidade de Cuiabá (Unic) ficou com conceito 2.
- Já o Centro Universitário Estácio do Pantanal (Unipantanal), também em Cáceres, obteve conceito 1 e passou a integrar a lista de instituições que entrarão em processo de supervisão do MEC.
Segundo o ministério, a supervisão pode resultar em medidas cautelares, que variam conforme a gravidade do caso. Entre as possíveis sanções estão a redução de vagas e a suspensão do acesso a programas federais de financiamento estudantil, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Em contrapartida, as universidades federais de Mato Grosso apresentaram melhor desempenho na avaliação. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), nos campi de Cuiabá e Sinop, e a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) alcançaram conceito 4, considerado satisfatório pelo MEC.
Avaliação ruim no Enamed
O Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) é uma prova anual para medir o desempenho dos estudantes e a qualidade do ensino. Ao todo, 351 cursos foram avaliados e 30% estão na faixa considerada insatisfatória.
De acordo com a avaliação:
- 🔴 24 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 1, o menor índice;
- 🔴 83 cursos tiveram como resultado o conceito Enade 2.
De acordo com o Inep, participaram da avaliação cerca de 89 mil alunos entre aqueles que estão concluindo a faculdade e em outros semestres.
➡️ Dos alunos concluintes, cerca de 39 mil, que são aqueles que estão perto de chegarem ao mercado de trabalho para atender o público, apenas 67% teve o que o instituto chama de “resultado proficiente”, ou seja, conseguiu mostrar na avaliação conhecimento suficiente.
Educação
Abandono escolar entre alunos da educação especial cresce 185% em MT, diz TCE
Estudo também apontou a ausência de profissionais de apoio e a falta de atendimento especializado.
O abandono escolar entre estudantes da educação especial na rede estadual de Mato Grosso aumentou em 185%, segundo um levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). O estudo também identificou a ausência de profissionais de apoio para 414 alunos e a falta de Atendimento Educacional Especializado (AEE) em 117 escolas estaduais.
O g1 procurou a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-MT), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
A pesquisa, divulgada em junho deste ano, avaliou as condições de atendimento de 5.641 estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA), altas habilidades ou superdotação.
Entre os principais problemas apontados, estão:
- Falta de profissionais de apoio escolar: 414 estudantes que necessitam desse acompanhamento estão sem atendimento. Esses profissionais auxiliam os alunos nas atividades diárias, promovendo autonomia, acessibilidade e participação nas atividades pedagógicas.
- Ausência de Atendimento Educacional Especializado (AEE): 117 escolas estaduais não oferecem o serviço, que complementa o ensino regular e busca eliminar barreiras à aprendizagem dos estudantes da educação especial.
- Aumento do abandono escolar: o número de estudantes da educação especial que abandonaram a escola cresceu quase 185%, segundo o levantamento do TCE-MT.
Os dados levaram o TCE a homologar uma nota recomendatória com medidas para aprimorar a política estadual de educação inclusiva. Com isso, a Seduc deve apresentar, em até 90 dias, um relatório à Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) com as providências adotadas para solucionar os problemas.
O documento deverá conter um cronograma de implementação das medidas, os responsáveis por cada ação e indicadores que permitam acompanhar a execução e os resultados das iniciativas.
Para a Amanda Acerma, mãe de Murilo, de 5 anos, o acompanhamento de um profissional de apoio faz diferença no desenvolvimento e na rotina escolar do filho.
“Ele tem acompanhamento. É fundamental ter uma acompanhante para o desenvolvimento e para o dia a dia dele. Faz toda a diferença. É um momento de aprendizagem, mas ele tem dificuldades, às vezes para escrever ou realizar alguma atividade”, relata.
