Justiça
Influenciadora é condenada por mandar Pix falso à Justiça de MT
Amanda Vitória Campello tinha sido condenada ao pagamento de R$ 3 mil por danos morais, mas apresentou um comprovante de pagamento falso para encerrar o processo. Agora, conforme a Justiça, deverá pagar uma nova multa.
Justiça
A influenciadora digital Amanda Vitória Bessa Campello foi condenada após apresentar à Justiça um comprovante de pagamento falso em um processo por danos morais, onde foi intimada a pagar R$ 3 mil. A decisão assinada na última sexta-feira (5) é do 7º Juizado Especial Cível de Cuiabá.
O g1 entrou contato com a defesa da influenciadora, mas não obteve respostas até a última atualização desta reportagem.
Segundo a decisão da juíza Patrícia Ceni, Amanda havia sido condenada a pagar R$ 3 mil a um empresário que teve o nome negativado por falta de pagamento das contas de energia elétrica em um imóvel alugado pela influenciadora. No entanto, conforme o processo, ela não cumpriu a obrigação.
Após bloqueios parciais via sistema bancário, a defesa de Amanda juntou aos autos um suposto comprovante de pagamento integral, que foi considerado fraudulento. Conforme a Justiça, o destinatário do pagamento aparecia como “Tribunal de Justiça MT” com CPF, incompatível com a natureza jurídica da instituição. A conta indicada também tinha uma sequência de número considerada incompatível com os padrões bancários.
Ainda segunda a juíza, a chave PIX usada era um e-mail genérico “fulanodetal@email.com”, sem vínculo institucional e o CPF do suposto pagador não correspondia ao da influenciadora. Além da leitura do QR Code que revelou dados diferentes dos informados no comprovante.
⚖️ Consequências
A juíza considerou a conduta como ato atentatório à dignidade da Justiça e litigância de má-fé, e Amanda foi condenada ao pagamento de R$ 2 mil de multa por má-fé processual, R$ 1 mil de honorários advocatícios e 20% sobre o valor atualizado do débito como multa por ato atentatório.
De acordo com a corregedoria, o caso foi encaminhado à Polícia Civil, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e ao Ministério Público Estadual para apuração de eventual crime de falsificação documental.
A Justiça também determinou uma nova tentativa de bloqueio de valores (“teimosinha”) até o limite de R$ 2,4 mil e da possibilidade de audiência de conciliação. Caso não haja êxito, o processo poderá ser extinto.
Quem é a influenciadora
A influenciadora Amanda Vitória acumula mais de 169 mil seguidores no Instagram e cria conteúdo onde mostra rotina dela, costuma falar sobre a criação da filha, expondo gastos e desafios.
Ela ganhou repercussão ao reclamar publicamente que a pensão alimentícia de R$ 15 mil não seria suficiente para cobrir despesas. Ela usa vídeos e stories para comentar situações pessoais, e dar dicas às mulheres.
*Sob supervisão de Kessillen Lopes
Justiça
Justiça determina novas medidas para leilão de bens apreendidos durante operação em MT
Decisão prevê avaliação de joias e apresentação de documentos de veículos apreendidos durante investigação.
A Justiça determinou novas medidas para avançar no leilão e na destinação de bens apreendidos durante a Operação Ragnatela, que investigou suspeitos de integrar uma facção criminosa de Mato Grosso, e de promover shows nacionais e lavar dinheiro em casas noturnas de Cuiabá.
A decisão foi assinada nesta semana pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Entre os bens envolvidos no processo estão veículos, joias e outros itens apreendidos durante a investigação. A decisão também prevê, a avaliação das joias e a apresentação de documentos relacionados a veículos que foram apreendidos.
A operação investigou um esquema que, segundo as autoridades, utilizava estabelecimentos de entretenimento e eventos para movimentar e ocultar dinheiro de origem ilícita. A investigação também apontou a realização de shows nacionais como parte das atividades do grupo.
Também ficou definido ainda que sejam apresentadas informações e documentos sobre alguns dos veículos apreendidos, além da manifestação de até cinco dias do Ministério Público sobre pedidos relacionados aos bens.
Entenda o caso
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/P/Z/6kabCfTK2Ah9AL0xJcFg/whatsapp-image-2024-06-05-at-08.11.10.jpeg)
Operação cumpriu mais de mandados — Foto: Reprodução
Mais de 40 mandados de prisão e busca foram cumpridos durante a operação Ragnatela, contra suspeitos de integrar a maior facção criminosa de Mato Grosso, responsável por promover shows nacionais e lavar dinheiro em casas noturnas de Cuiabá.
Segundo a Polícia Federal, foram cumpridos oito mandados de prisão e 36 de busca e apreensão, em Mato Grosso e no Rio de Janeiro, além do sequestro de imóveis e veículos, bloqueio de contas bancárias, afastamento de servidores de cargos públicos e suspensão de atividades comerciais.
As investigações identificaram que os criminosos participavam da gestão das casas noturnas e, com isso, o grupo passou a realizar shows de cantores nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promoters.
Os investigados movimentaram mais de R$ 79,1 milhões, entre 2018 e 2022.
