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Meio Ambiente

Fiscalizações ambientais da Polícia Militar aplicaram R$ 1,1 bilhão em multas’

Número abrange resultados do Batalhão Ambiental e cinco companhias no estado, em 2025

Publicado em

Meio Ambiente

PMMT

As fiscalizações ambientais realizadas pela Polícia Militar de Mato Grosso resultaram na aplicação de mais de R$ 1.168.856.474,45 bilhão em multas por crimes contra o meio ambiente em 2025. O número abrange operações e ocorrências atendidas pelo Batalhão de Proteção Ambiental e cinco companhias ambientais, em todo o Estado.

Os dados abrangem todo o ano de 2025 e refletem a soma de 1.482 boletins de ocorrências e 1.529 autos de infração registrados, em todos os três biomas que cobrem Mato Grosso, sendo o bioma Amazônia com mais de R$ 1 bilhão em multas aplicadas, seguido do Cerrado com R$ 66,8 milhões em multas e o Pantanal com R$ 8,7 milhões em infrações.

O policiamento ambiental também embargou mais de 25 mil hectares em áreas de desmatamentos ilegais e 741 hectares de locais onde ocorriam exploração ilegal de minério. Os dados do Batalhão Ambiental também mostram que foram apreendidos mais de 2,3 mil metros cúbicos de madeira, 31 máquinas, 23 armas de fogo e 62 pessoas conduzidas.

O comandante do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental, tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento, destaca que as ações da unidade especializada são voltadas para fiscalização e repressão a crimes contra natureza e que contam com apoio de instituições fiscalizadoras e unidades especializadas da própria PMMT.

“O Batalhão Ambiental e nossas companhias têm como missão atuar na defesa do meio ambiente mato-grossense. Sabemos que estamos em um Estado de muitas dimensões e que também depende muito da natureza, por isso estamos alinhados com a Operação Tolerância Zero, em todas as regiões, coibindo crimes que afetem a fauna e flora de Mato Grosso”, explica.

“As ações seguem uma agenda de proteção ao meio ambiente em que recebemos os pontos de alerta de desmatamento via sistemas de monitoramento remoto, em todo o Estado, com prioridade onde há o maior número de focos de desmatamento e em auxílio a instituições fiscalizadoras, como a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, por exemplo”, complementa o comandante.

O Batalhão Ambiental tem sede em Várzea Grande e faz parte do Comando de Policiamento Especializado da PMMT. Além disso, o Estado conta com companhias de proteção ambiental nas cidades de Cáceres, Rondonópolis, Barra do Garças, Sinop e Tangará da Serra.

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Meio Ambiente

MPMT apura possível lesão à paisagem por portal instalado na Salgadeira

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Reprodução Instagram.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) instaurou, de ofício, uma Notícia de Fato para apurar possíveis impactos paisagísticos decorrentes da instalação de um pórtico de acesso ao Complexo Turístico Sesc Salgadeira, localizado na MT-251, estrada que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães (a 67 km da capital. A investigação será conduzida pela 16ª Promotoria de Justiça Cível de Defesa do Meio Ambiente Natural da Capital e avaliará eventual comprometimento dos atributos cênicos da região.

A medida foi determinada pelo coordenador do Núcleo de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística da Capital, promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel, após a veiculação de reportagem em portal de notícias local relatando questionamentos sobre a estrutura instalada na entrada do complexo e seus possíveis efeitos sobre a paisagem natural que caracteriza a região.

Segundo o promotor de Justiça, a MT-251 possui características especiais por se tratar de uma Estrada Parque e atravessar área de influência do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, o que exige atenção às regras de proteção da paisagem e aos instrumentos de gestão ambiental.

O membro do Ministério Público observa ainda que intervenções dessa natureza devem estar compatibilizadas com o Plano de Manejo do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e com as normas voltadas à conservação dos atributos cênicos da área.

O promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel já determinou o envio de ofícios à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), ao Serviço Social do Comércio de Mato Grosso (Sesc-MT), ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) e à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), para que, no prazo de 10 dias, encaminhem projetos, autorizações, pareceres técnicos, estudos e demais documentos relacionados à instalação do pórtico.

O objetivo é verificar se houve análise prévia dos impactos visuais e paisagísticos da estrutura e sua compatibilidade com as diretrizes do Plano de Manejo do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães e com as normas de proteção da paisagem aplicáveis à região.

 

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