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Polícia

Bebê de dois meses chega morto a UPA com sinais de violência e pais são detidos em MT

Segundo relato do médico a PM, o corpo do bebê apresentava sinais de que a morte teria ocorrido cerca de duas horas antes da chegada à unidade, e não poucos minutos antes, como relatado pelo pai.

Publicado em

Polícia

TV Centro América

Um bebê de apenas 2 meses foi levado já sem vida à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Menino Jesus, em Sinop,a 481 km de Cuiabá. O caso foi registrado como homicídio culposo e maus-tratos, e os pais da criança foram detidos.

De acordo com informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada por volta das 3h20 após o médico plantonista da unidade relatar a entrada de um bebê em óbito.

Ainda segundo relato do médico aos militares, o corpo do bebê já apresentava rigidez, indicando que a morte teria ocorrido cerca de duas horas antes da chegada à unidade, e não poucos minutos antes, como relatado pelo pai.

Os pais do bebê, um homem de 39 anos e uma mulher de 34, apresentaram versões diferentes sobre o ocorrido.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Diante da suspeita, a equipe médica realizou uma avaliação mais detalhada e constatou sinais de possíveis agressões, incluindo afundamento de crânio e marcas nas costas da criança.

Os pais foram detidos e encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deve apurar se houve negligência, maus-tratos ou outra forma de violência que tenha levado à morte da criança.

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Polícia

Operação da Polícia Civil mira membros de facção criminosa que atuam no norte de MT

Alvos executam ordens de liderança presa em presídio federal

Publicados

em

Polícia Civil - MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.

Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.

O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.

Influência externa

As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.

Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.

Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.

Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.

Operação Extensão

O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

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