Polícia
Falsa advogada é presa por aplicar golpes em idosos na porta do INSS em Várzea Grande (MT)
Suspeita solicitava documentos pessoais, fotos e outros dados, alegando que poderia obter benefícios como aumento do valor da aposentadoria ou redução de parcelas de empréstimos consignados.
Polícia
Uma mulher foi presa nessa sexta-feira (12) por aplicar golpes em idosos enquanto se passava por advogada, em Várzea Grande. A suspeita, que não teve a identidade divulgada, teria feito ao menos 12 vítimas e causado um prejuízo superior a R$ 500 mil.
Segundo a Polícia Civil, para cometer os crimes, a mulher ficava em frente à sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no município, aproveitando a circulação de idosos no local. As investigações apontaram que ela abordava as vítimas se apresentando como advogada, apesar de não possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Durante as abordagens, a suspeita solicitava documentos pessoais, fotos e outros dados, alegando que poderia obter benefícios como aumento do valor da aposentadoria ou redução de parcelas de empréstimos consignados.
No entanto, segundo a polícia, os dados eram usados de forma fraudulenta para abrir contas bancárias em nome das vítimas e contratar empréstimos sem o conhecimento delas. A investigada também realizava a portabilidade da aposentadoria para outras instituições financeiras e sacava ou transferia os valores antes que os idosos tivessem acesso às contas.
O delegado responsável pelo cumprimento do mandado de prisão, Sérgio Luis Henrique de Almeida, informou que a mulher foi interrogada e confessou os crimes.
Segundo ele, até o momento, 12 vítimas foram identificadas, mas, devido ao modo de atuação da suspeita, há a possibilidade de que novos casos sejam descobertos após a prisão.
Polícia
Operação da Polícia Civil mira membros de facção criminosa que atuam no norte de MT
Alvos executam ordens de liderança presa em presídio federal
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
Influência externa
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
Operação Extensão
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
