Polícia
Homicida foragido da Justiça de MT desde de 2019 é preso pela Polícia Civil após ser localizado em Goiás
Prisão do foragido integra os trabalhos de operação para localização de criminosos com mandados em aberto
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Um homem condenado por homicídio ocorrido na cidade de Tapurah teve o mandado de prisão cumprido, na quarta-feira (15.1), em ação conjunta realizada pelas Policiais Civis de Mato Grosso e Goiás, dentro de operação deflagrada para prisão de criminosos foragidos da Justiça.
Considerado foragido da Justiça desde 2019, o procurado foi condenado definitivamente a 13 anos de prisão pelo crime de homicídio qualificado pela traição, emboscada ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.
A investigação para localização do foragido integra os trabalhos da segunda fase da Operação Black List, deflagrada pela Delegacia de Tapurah em parceria com Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e Delegacia de Repressão ao crime Organizado (Draco) e apoio operacional da equipe da Polícia Civil da cidade Jaraguá (GO).
Após troca de informações entre os policiais, foi possível chegar a identificação do paradeiro do foragido, sendo realizadas as diligências que resultaram na sua localização e prisão. Após cumprimento do mandado de prisão, o preso foi conduzido à Delegacia de Jaraguá (GO) para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
Operação Black List
A primeira fase da Operação foi deflagrada em agosto de 2025 para cumprimento de ordens judiciais contra foragidos da Justiça, resultando na prisão de quatro homens com as prisões decretadas pelo Judiciário de outros Estados, pelos crimes de homicídio, estelionato, falsidade ideológica e integrar organização criminosa.
Polícia
Operação da Polícia Civil mira membros de facção criminosa que atuam no norte de MT
Alvos executam ordens de liderança presa em presídio federal
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
Influência externa
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
Operação Extensão
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
