Polícia
Mãe denuncia estupro coletivo contra filho de 9 anos em escola de Cuiabá
Menino contou à mãe que os colegas esperavam ele ir ao banheiro para cometer os abusos. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Polícia
Uma mãe denunciou que o filho de 9 anos foi vítima de estupro coletivo na Escola Municipal Orlando Nigro, em Cuiabá, há cerca de 15 dias. Conforme a denúncia, o abuso foi cometido por um grupo de cinco alunos, de 12 anos. O caso é investigado pela Polícia Civil.
O g1 entrou em contato com Secretaria Municipal de Educação, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Conforme o registro da ocorrência, a criança relatou à mãe ter sentido dores na região íntima e, ao ser questionada, contou que outros alunos esperavam ele ir ao banheiro para cometer os abusos. Segundo a denúncia, os adolescentes também teriam ameaçado o menino caso ele contasse a alguém.
Ao g1, ela contou que o menino já foi transferido de escola e que, até o momento, não recebeu apoio ou qualquer tipo de orientação da unidade de ensino, que teria apenas encaminhado o caso à Secretaria Municipal de Educação. Ela disse que acredita que o filho não seja a única vítima.
“Até agora não tivemos retorno. Pedi uma reunião com os pais, mas ignoraram meu pedido e disseram para eu procurar a Secretaria de Educação”, afirmou.
Polícia
Operação da Polícia Civil mira membros de facção criminosa que atuam no norte de MT
Alvos executam ordens de liderança presa em presídio federal
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
Influência externa
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
Operação Extensão
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
