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Polícia Civil cumpre ordens judiciais contra suspeitas de agiotagem em Cuiabá
Além das buscas, a Justiça determinou medidas protetivas para resguardar a vítima
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As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 – Juiz das Garantias Polo Cuiabá, após apresentação do delegado Rogério Ferreira, titular da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), e manifestação favorável do Ministério Público. O descumprimento das determinações poderá ensejar a decretação de prisão.
As investigações tiveram início após a vítima procurar a delegacia relatando estar sendo ameaçada, intimidada e coagida. As apurações apontaram que as suspeitas realizavam empréstimos com cobrança de juros mensais de aproximadamente 10%, valor considerado excessivo e caracterizador da prática ilegal.
Também foi identificado que eram celebrados múltiplos contratos com a mesma vítima, inclusive com a finalidade exclusiva de pagamento de juros, conforme demonstrado em conversas obtidas por meio de aplicativo de mensagens.
Quando a vítima começou a ter dificuldades financeiras para honrar os compromissos, passaram a ocorrer ameaças e práticas de constrangimento. Entre os atos identificados, houve envio de mensagens com conteúdo intimidatório, inclusive com menção à aquisição de arma de fogo, bem como o ajuizamento de ação judicial em outra comarca.
As investigadas ainda enviaram três homens até a residência da vítima com o objetivo de intimidá-la e reforçar as cobranças. Além disso, como forma de constrangimento público, teriam estacionado um veículo em frente à casa da vítima contendo um banner com uma seta apontando para a residência da ofendida dizendo que ela devia dinheiro para as investigadas, com o intuito de expô-la ao ridículo perante vizinhos e terceiros.
Diante do apurado, o delegado Rogério Ferreira representou pelas medidas cautelares, que foram integralmente acolhidas pelo Poder Judiciário, visando interromper o ciclo de ameaças e garantir a integridade da vítima.
O delegado titular da Decon destacou que a unidade policial recebe diversas denúncias relacionadas à prática de agiotagem. Contudo, segundo ele, grande parte dessas comunicações é feita de forma anônima e sem informações suficientes para subsidiar investigações.
“Trata-se de crime habitual, que depende diretamente da existência de vítimas para sua comprovação. Denúncias anônimas, sem elementos mínimos, acabam não contribuindo para a investigação e responsabilização dos envolvidos”, ressaltou.
Rogério orienta que pessoas que estejam sendo vítimas de agiotas, especialmente quando submetidas a ameaças ou exposição vexatória, procurem uma unidade policial para registro formal da ocorrência.
“Somente com a formalização da denúncia é possível à Polícia Civil adotar medidas investigativas eficazes, inclusive representar por mandados judiciais e requerer medidas cautelares para proteção das vítimas semelhantes à medidas protetivas da Lei Maria da Penha”, concluiu.
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Polícia Civil prende ex-marido de vítima por envolvimento em roubo e incêndio de veículo em Barra do Garças
As investigações identificaram que o veículo do ex-marido da vítima deu suporte aos criminosos na execução do roubo
A Polícia Civil deflagrou na tarde de segunda-feira (6.4), a primeira fase da Operação Carro Queimado, para cumprimento de mandado de prisão temporária do ex-marido de uma vítima de roubo a residência com restrição de liberdade e incêndio do seu veículo, ocorrido em janeiro deste ano no município de Barra do Garças.
A ordem judicial foi deferida pela Justiça com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças que apontaram a participação do suspeito no crime.
O roubo ocorreu no domingo 11 de janeiro, quando três homens armados invadiram a residência da vítima, durante a madrugada e mediante ameaças com emprego de arma de fogo intimidaram a mulher e seus três filhos menores de idade.
Na ocasião, os criminosos subtraíram o aparelho celular da vítima e o seu automóvel VW Polo que ela havia locado para passar o final de semana e estava na garagem da residência. Pouco tempo após a comunicação dos fatos, o veículo foi localizado queimado em uma estrada vicinal.
Com o avanço das investigações, os policiais da Derf Barra do Garças identificaram que o veículo do ex-marido da vítima deu suporte aos criminosos na execução do roubo e também realizou o acompanhamento ao local onde foi ateado fogo no veículo locado pela vítima.
Diante dos fatos e da necessidade de mais informações para alcançar os demais comparsas envolvidos no crime, o delegado responsável pelas investigações, Joaquim Leitão Junior, representou pela prisão temporária do suspeito, a qual foi deferida pelo Poder Judiciário.
“Com base nas evidências alcançadas no curso das investigações ficou clara a participação do ex-marido no crime. Agora com os vestígios colhidos no local temos condições de identificar todos os envolvidos na ação e concluir as diligências com a prisão efetiva e responsabilização dos demais criminosos”, disse o delegado.
