Polícia
Polícia Civil prende mais dois suspeitos de homicídio de cozinheira em balsa de garimpo
Vítima foi assassinada com cerca de 20 disparos de arma de fogo, no dia 25 de outubro
Polícia
A Polícia Civil de Mato Grosso identificou e prendeu mais dois suspeitos de envolvimento no homicídio da cozinheira Inglidy Suhian da Silva Fernandes, de 31 anos, executada a tiros em uma balsa no Rio São Benedito, região do Garimpo São Benedito, município de Jacareacanga (PA), no dia 25 de outubro.
Com as novas prisões, o número de envolvidos capturados sobe para três. O principal executor já havia sido preso anteriormente, no dia 8 de novembro, em Sinop.
Ambos foram presos em flagrante no dia 9 de novembro, 15 dias após o homicídio, quando retornavam da região dos rios. Na ocasião, portavam armamento pesado, incluindo revólver calibre .38, espingarda calibre 16 com numeração suprimida, munições e balaclavas, além de estarem acompanhados de outros três integrantes de facção, demonstrando a reiteração de condutas criminosas.
Já na delegacia, a formação do grupo, quatro membros de facção e um indígena, chamou a atenção do delegado de Paranaíta, Matheus Oliveira, que os interrogou e dois deles confessaram a participação no homicídio de Inglidy.
Segundo as investigações, conduzidas pela Delegacia de Polícia de Paranaíta, um dos dois novos presos é o piloto da embarcação que transportou os executores até o local do crime. Durante interrogatório policial, ele confessou ter sido contratado por integrantes de uma facção criminosa para conduzir a embarcação, mediante promessa de pagamento.
Em seu depoimento, ele detalhou todo o trajeto percorrido e a dinâmica da execução. O outro investigado também estava presente na embarcação durante toda a ação criminosa, caracterizando participação no crime em concurso de pessoas.
O delegado Matheus Oliveira representou pelos mandados de prisão preventiva, que foram deferidos pela Justiça na tarde dessa terça-feira (11.11) e cumpridos na Cadeia Pública de Alta Floresta, onde ambos já estavam recolhidos desde o domingo (9).
Homicídio da cozinheira
O crime ocorreu no dia 25 de outubro, por volta das 16h30, em uma balsa localizada no Rio São Benedito, onde a vítima trabalhava como cozinheira.
Três homens chegaram à balsa de barco, abordaram a vítima e efetuaram aproximadamente 20 disparos de arma de fogo contra ela. Os criminosos fugiram levando dois aparelhos celulares da vítima.
As investigações apontaram que a execução está relacionada a disputas territoriais entre facções criminosas rivais que atuam na região dos garimpos.
O caso foi investigado pela Delegacia de Paranaíta, pois, devido à cidade ser região limítrofe, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que, mesmo sendo no Pará, o Sul de Jacareacanga fica a cargo da Delegacia de Paranaíta, da Polícia Civil de Mato Grosso.
Polícia
Nora é presa após confessar ter matado sogra em MT e diz que teve surto
Vizinhos acionaram a polícia após ouvirem gritos de socorro vindos da casa. Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, era ex-servidora pública de Confresa.
Uma mulher de 29 anos foi presa após confessar ter matado a sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, dentro de uma casa em Confresa, neste sábado (22). Os vizinhos acionaram a Polícia Militar depois de ouvirem gritos de socorro vindos da residência.
Maria era ex-servidora pública municipal. A Prefeitura de Confresa decretou luto oficial de três dias pela morte dela.
O crime ocorreu por volta das 6h35. De acordo com a Polícia Civil, quando os policiais militares chegaram ao endereço, encontraram o portão da casa trancado. A equipe tentou contato com os moradores, mas não teve resposta e precisou subir no muro para verificar o que estava acontecendo.
Ao perceber a presença dos policiais, a nora de Maria abriu o portão e disse que havia ocorrido uma “tragédia” com a sogra.
Dentro da casa, os policiais encontraram Maria caída no chão, com grande quantidade de sangue ao redor do corpo. Conforme a polícia, ela estava com um fio de extensão elétrica no pescoço e apresentava ferimentos provocados por um objeto contundente. Um pedaço de madeira com sinais de sangue foi apreendido no local.
Segundo o delegado plantonista Daniel Moura, a nora foi levada para prestar esclarecimentos e confessou o crime durante o depoimento. Ainda conforme o delegado, a suspeita relatou que estava passando por problemas familiares e que teve um surto. As circunstâncias e a motivação do crime ainda são investigadas.
Equipes da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) estiveram na residência para realizar a perícia e dar início à apuração do caso.
Após a morte, a Prefeitura de Confresa publicou uma nota de pesar e destacou os anos em que Maria atuou no serviço público municipal e lamentou a morte da ex-servidora.
Leia a nota na íntegra:
“A Prefeitura Municipal de Confresa se solidariza com familiares e amigos pelo falecimento de Maria Aparecida da Silva, ex-servidora pública municipal.
Maria Aparecida dedicou importantes anos de sua vida ao serviço público, deixando sua contribuição e seu legado na história do nosso município.
Neste momento de despedida, expressamos nossa gratidão por toda dedicação e serviço prestado à nossa comunidade.
Que Deus conforte o coração de todos os familiares e amigos, trazendo força e serenidade para enfrentar este momento de dor.
Por esta razão declaramos luto oficial de três dias em respeito ao seu tempo de contribuição. Contudo, não iremos interromper nossas atividades.
Nossos mais sinceros sentimentos”.
