Polícia
Recém-casados são encontrados mortos dentro de casa em MT
Na casa, foram achados medicamentos usados no tratamento de obesidade, ansiedade, transtornos do pânico, dependência de opioides e TDAH. A causa das mortes é investigada.
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Um casal de 20 anos foi encontrado morto dentro de uma quitinete, no Bairro Belo Horizonte, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, nessa segunda-feira (12). Segundo a Polícia Civil, as vítimas foram identificadas como Lavinia Eduarda Cichaseski e João Victor da Silva.
Conforme o boletim de ocorrência, os corpos foram encontrados por volta de 16h20 após a polícia receber uma denúncia informando sobre um possível encontro de cadáveres. No local, os policiais encontraram o casal já sem sinais vitais e, ao lado deles, um ventilador ligado. Os corpos estavam um por cima do outro.
Lavinia e João Victor anunciaram, nas redes sociais, que se casaram no dia 2 de dezembro do ano passado.
A polícia informou que, na casa, foram achados um estojo de caneta sem a tinta com vestígios de pó branco, além de várias seringas e medicamentos usados no tratamento de obesidade, dor intensa, ansiedade, transtornos do pânico, dependência de opioides e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Ainda não se sabe a causa da morte. A Polícia Civil informou que investiga o caso, que foi registrado como morte a esclarecer.
Polícia
Operação da Polícia Civil mira membros de facção criminosa que atuam no norte de MT
Alvos executam ordens de liderança presa em presídio federal
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.
Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.
Influência externa
As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.
Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.
Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.
Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.
Operação Extensão
O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
