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Saúde

Cuiabá amplia cobertura de vacinação contra o HPV e celebra avanço entre adolescentes

Publicado em

Saúde

Jeziel Monteiro

Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, divulgou o balanço atualizado da vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) na capital. Os dados mostram avanços importantes na adesão, especialmente entre meninas e jovens mulheres, e reforçam a oportunidade de ampliar ainda mais a proteção entre todos os adolescentes até o fim da campanha nacional.

De acordo com informações da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), o cenário de 2025 revela que Cuiabá vem avançando de forma significativa na cobertura vacinal. No grupo prioritário de 9 a 14 anos, as meninas alcançaram 76,70% de cobertura, com 4.725 doses aplicadas, resultado considerado expressivo e acima da média nacional registrada em anos anteriores.

Entre os meninos da mesma faixa etária, o número de doses aplicadas também chama atenção. Foram 5.116 aplicações, ampliando a proteção e demonstrando que as ações de busca ativa e sensibilização realizadas pela gestão municipal têm surtido efeito.

Mesmo fora da faixa etária do calendário regular, a estratégia nacional de resgate vacinal permitiu que adolescentes e jovens de 15 a 19 anos também atualizassem sua proteção. Em Cuiabá, esse grupo apresentou índices de destaque no público feminino, que atingiu 86,50% de cobertura.

No público masculino, a adesão segue em crescimento, impulsionada pelas ações de mobilização realizadas nas unidades básicas de saúde e nas escolas.

Resumo da cobertura vacinal em 2025 em Cuiabá
• Feminino de 9 a 14 anos: 4.725 doses, 76,70%
• Masculino de 9 a 14 anos: 5.116 doses, 59,96%
• Feminino de 15 a 19 anos: 456 doses, 86,50%
• Masculino de 15 a 19 anos: 428 doses, 43,55%

A estratégia de resgate vacinal contra o HPV representa uma oportunidade única para que adolescentes de 15 a 19 anos completem sua proteção. Para potencializar esse movimento, a Prefeitura promove ao longo de dezembro a Estratégia de Atualização Vacinal, com orientações, reforço nas unidades e ações de sensibilização.

“Nosso foco é garantir que todas as crianças e adolescentes tenham acesso à imunização. Os resultados já mostram avanços e estamos confiantes de que fecharemos o ano com números ainda melhores”, destaca a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona.

A vacina contra o HPV é uma das mais eficazes do calendário nacional e protege contra vários tipos de câncer, como o de colo do útero, pênis, boca, garganta e ânus, além das verrugas genitais.

A Prefeitura reforça que as unidades de saúde estão preparadas e à disposição das famílias durante todo o mês. Quem ainda não se vacinou tem tempo de garantir a proteção e contribuir para que Cuiabá siga avançando.

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Saúde

Mato Grosso aplica R$ 5,6 bilhões na saúde e supera mínimo constitucional

Relatório aponta investimento de 16% no setor; apesar dos avanços em infraestrutura, mas ainda revela déficit de UTIs neonatais e pediátricas, além de desafios no combate à hanseníase e na saúde indígena

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em

ANGELO VARELA / ALMT

O balancete financeiro e orçamentário do 3º quadrimestre de 2025 da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que Mato Grosso destinou R$ 5,669 bilhões à área, com 16% do orçamento aplicado acima do mínimo constitucional de 12%. Apresentado nesta quinta-feira (30), em audiência pública, à Comissão de Saúde, Previdência, Assistência Social da Assembleia Legislativa, o relatório destaca investimentos de R$ 891,4 milhões em obras e infraestrutura, mas também expõe desafios na qualidade do atendimento, como a falta de leitos de UTI neonatal e pediátrica em regiões como o Araguaia.

A apresentação do relatório foi feita pela chefe do Núcleo de Gestão da Secretaria de Estado de Saúde, Claudete de Souza Maria. De acordo com ela, o documento evidencia um esforço acima do mínimo constitucional na aplicação de recursos. Apesar de não representar um crescimento expressivo em relação aos últimos anos, Claudete afirmou que os investimentos já vinham sendo elevados desde 2023, consolidando uma tendência de priorização da área.

“O desempenho coloca Mato Grosso em posição de destaque na região Centro-Oeste em termos proporcionais de investimento em saúde. Nosso orçamento para a saúde foi de 16%, o que é relevante para o estado”, pontuou. Ela ressaltou ainda que a maior parte dos recursos é destinada às despesas correntes, como manutenção da estrutura e pagamento de pessoal, consideradas essenciais para o funcionamento da rede pública.

O relatório também aponta que a aplicação de R$ 891 milhões foi destinada à conclusão de unidades hospitalares e melhorias na infraestrutura da secretaria. Entre as ações, estão obras em hospitais estratégicos, como o Hospital Central, além da inauguração da nova sede da pasta no fim do ano. Para Claudete, os aportes reforçam o compromisso com a ampliação e qualificação da rede de atendimento.


Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Eugênio (Republicamos), destacou que a exposição teve caráter técnico, centrado em números, sem espaço para debate mais aprofundado sobre a evolução da saúde pública em Mato Grosso. Segundo ele, apesar dos avanços significativos na infraestrutura com a entrega e conclusão de hospitais em diversas regiões, como o Hospital Central, ainda persistem problemas no atendimento à população.

O parlamentar afirmou que reconhece o esforço do governo em estruturar a rede física de saúde, mas ponderou que o próximo desafio é garantir que esses investimentos se traduzam em melhorias efetivas na assistência, levando serviços de qualidade à população.

Durante a audiência pública, ele questionou três pontos que foram poucos explorados pelo governo, como o baixo investimento em UTIs, que segundo ele, nos 34 municípios que compõem a região do Araguaia não há nenhum leito de UTI neonatal e de UTI pediátrica. Além do baixo investimento no combate a hanseníase e a saúde bucal indígena em Mato Grosso.

Segundo o parlamentar, muitas UTIs foram criadas, mas não foram regulamentadas. “Então essa é uma briga nossa para que nós possamos preencher esses vazios, principalmente da UTI neonatal e pediátrica. Outro número que chamou bastante atenção foi o investimento. Temos um vazio de 100% da questão envolvendo UTI pediátrico e neonatal no Araguaia”, disse Dr. Eugênio.

Outro ponto questionado pelo parlamentar foi a pouca atenção que o governo dá à saúde bucal às 46 etnias dos povos originários mato-grossenses. “O atendimento primário à saúde indígena é feito pelos municípios e acaba atingindo de uma certa forma, mas o secundário e o terciário não é feito nada, absolutamente nada “, disse o parlamentar.

Na avaliação do deputado Dr. Eugênio, Mato Grosso enfrenta um paradoxo: embora lidere a produção de commodities, também apresenta altos índices de hanseníase, problema que, segundo ele, ainda é negligenciado. O parlamentar destacou que, enquanto países como o Chile conseguiram erradicar a doença, o estado permanece entre os que mais registram casos no país.

Para ele, o enfrentamento da hanseníase precisa ser tratado como prioridade de saúde pública, com atuação conjunta entre municípios e governo estadual. Embora a execução das ações seja municipalizada, Dr. Eugênio defende que o Estado assuma protagonismo na coordenação e ampliação de políticas, especialmente por meio de educação continuada, como estratégia essencial para reduzir e, eventualmente, eliminar a doença.

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