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Saúde

Cuiabá atinge 100% das UPAs regularizadas pela Vigilância Sanitária

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Saúde

SECOM

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, alcançou um marco importante para a rede de urgência e emergência: todas as quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) — Pascoal Ramos, Morada do Ouro, Leblon e Verdão — receberam o alvará sanitário, certificação que confirma o cumprimento das normas estabelecidas pela Vigilância Sanitária Municipal.

A conquista assegura que todas as unidades estão aptas a oferecer atendimento seguro, qualificado e alinhado à legislação vigente, fortalecendo a confiança da população na rede de urgência da capital.

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, o resultado é fruto de um trabalho técnico e contínuo de reorganização, melhorias estruturais e qualificação profissional.

“Os alvarás demonstram que nossas unidades cumpriram todos os critérios estabelecidos pela Vigilância Sanitária. É um marco para a rede de urgência de Cuiabá e resultado de meses de trabalho intenso. Regularizamos todas as UPAs da capital, algo que há anos era aguardado”, afirmou.

Danielle reforçou que a conformidade sanitária é determinante para garantir a manutenção dos recursos federais destinados à urgência e emergência.

“Cada adequação, cada treinamento e cada melhoria impactam diretamente na qualidade do atendimento oferecido aos usuários”, completou.

Um dos pilares dessa conquista foi a forte parceria com a Vigilância Sanitária Municipal, que atuou lado a lado com as equipes das UPAs desde o início do processo.

Além de acompanhar as adequações e orientar tecnicamente cada etapa, a Vigilância promoveu capacitações específicas para coordenadores e responsáveis técnicos (RTs), garantindo entendimento pleno das normas e sua correta aplicação no dia a dia das unidades.

Essa parceria tem sido fundamental para garantir que todos os protocolos assistenciais, de segurança do paciente e de segurança dos profissionais sejam instituídos de forma eficaz dentro das UPAs. A atuação conjunta assegura que cada procedimento seja implementado de forma padronizada, segura e em conformidade com a legislação vigente.

As capacitações envolveram temas como:
•    Boas práticas sanitárias;
•    Controle de infecções e prevenção de riscos;
•    Fluxos seguros;
•    Acondicionamento e descarte correto de resíduos;
•    Processos internos necessários para a conformidade sanitária.

O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonça, destacou que o avanço só foi possível devido à criação da Secretaria Adjunta, que permitiu foco integral na organização dos fluxos internos das UPAs e na implantação dos protocolos assistenciais.

“Cumprimos uma série rigorosa de requisitos: adequações estruturais, melhorias no Centro de Material e Esterilização, uniformização de processos internos e todas as capacitações obrigatórias. Com apoio técnico da Vigilância Sanitária, conseguimos dar segurança às equipes e aos pacientes”, explicou.

Além das adequações exigidas, o município estruturou instrumentos essenciais para qualificação contínua dos serviços, como:
•    Núcleo de Segurança do Paciente (NSP);
•    Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS);
•    Projeto em parceria com a UFMT e a SES para o manejo adequado de pacientes com transtornos mentais nas portas de urgência.

Com a regularização das quatro UPAs, Cuiabá fortalece o padrão de qualidade da rede de urgência e emergência, assegurando ambientes mais seguros para profissionais e usuários e elevando o nível assistencial oferecido pela capital.

“Estamos construindo uma urgência e emergência mais organizada, acolhedora e preparada para atender com excelência. Essa conquista é fruto da dedicação das equipes e da parceria essencial com a Vigilância Sanitária Municipal”, finalizou Odair.

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Saúde

Mato Grosso aplica R$ 5,6 bilhões na saúde e supera mínimo constitucional

Relatório aponta investimento de 16% no setor; apesar dos avanços em infraestrutura, mas ainda revela déficit de UTIs neonatais e pediátricas, além de desafios no combate à hanseníase e na saúde indígena

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ANGELO VARELA / ALMT

O balancete financeiro e orçamentário do 3º quadrimestre de 2025 da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que Mato Grosso destinou R$ 5,669 bilhões à área, com 16% do orçamento aplicado acima do mínimo constitucional de 12%. Apresentado nesta quinta-feira (30), em audiência pública, à Comissão de Saúde, Previdência, Assistência Social da Assembleia Legislativa, o relatório destaca investimentos de R$ 891,4 milhões em obras e infraestrutura, mas também expõe desafios na qualidade do atendimento, como a falta de leitos de UTI neonatal e pediátrica em regiões como o Araguaia.

A apresentação do relatório foi feita pela chefe do Núcleo de Gestão da Secretaria de Estado de Saúde, Claudete de Souza Maria. De acordo com ela, o documento evidencia um esforço acima do mínimo constitucional na aplicação de recursos. Apesar de não representar um crescimento expressivo em relação aos últimos anos, Claudete afirmou que os investimentos já vinham sendo elevados desde 2023, consolidando uma tendência de priorização da área.

“O desempenho coloca Mato Grosso em posição de destaque na região Centro-Oeste em termos proporcionais de investimento em saúde. Nosso orçamento para a saúde foi de 16%, o que é relevante para o estado”, pontuou. Ela ressaltou ainda que a maior parte dos recursos é destinada às despesas correntes, como manutenção da estrutura e pagamento de pessoal, consideradas essenciais para o funcionamento da rede pública.

O relatório também aponta que a aplicação de R$ 891 milhões foi destinada à conclusão de unidades hospitalares e melhorias na infraestrutura da secretaria. Entre as ações, estão obras em hospitais estratégicos, como o Hospital Central, além da inauguração da nova sede da pasta no fim do ano. Para Claudete, os aportes reforçam o compromisso com a ampliação e qualificação da rede de atendimento.


Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Eugênio (Republicamos), destacou que a exposição teve caráter técnico, centrado em números, sem espaço para debate mais aprofundado sobre a evolução da saúde pública em Mato Grosso. Segundo ele, apesar dos avanços significativos na infraestrutura com a entrega e conclusão de hospitais em diversas regiões, como o Hospital Central, ainda persistem problemas no atendimento à população.

O parlamentar afirmou que reconhece o esforço do governo em estruturar a rede física de saúde, mas ponderou que o próximo desafio é garantir que esses investimentos se traduzam em melhorias efetivas na assistência, levando serviços de qualidade à população.

Durante a audiência pública, ele questionou três pontos que foram poucos explorados pelo governo, como o baixo investimento em UTIs, que segundo ele, nos 34 municípios que compõem a região do Araguaia não há nenhum leito de UTI neonatal e de UTI pediátrica. Além do baixo investimento no combate a hanseníase e a saúde bucal indígena em Mato Grosso.

Segundo o parlamentar, muitas UTIs foram criadas, mas não foram regulamentadas. “Então essa é uma briga nossa para que nós possamos preencher esses vazios, principalmente da UTI neonatal e pediátrica. Outro número que chamou bastante atenção foi o investimento. Temos um vazio de 100% da questão envolvendo UTI pediátrico e neonatal no Araguaia”, disse Dr. Eugênio.

Outro ponto questionado pelo parlamentar foi a pouca atenção que o governo dá à saúde bucal às 46 etnias dos povos originários mato-grossenses. “O atendimento primário à saúde indígena é feito pelos municípios e acaba atingindo de uma certa forma, mas o secundário e o terciário não é feito nada, absolutamente nada “, disse o parlamentar.

Na avaliação do deputado Dr. Eugênio, Mato Grosso enfrenta um paradoxo: embora lidere a produção de commodities, também apresenta altos índices de hanseníase, problema que, segundo ele, ainda é negligenciado. O parlamentar destacou que, enquanto países como o Chile conseguiram erradicar a doença, o estado permanece entre os que mais registram casos no país.

Para ele, o enfrentamento da hanseníase precisa ser tratado como prioridade de saúde pública, com atuação conjunta entre municípios e governo estadual. Embora a execução das ações seja municipalizada, Dr. Eugênio defende que o Estado assuma protagonismo na coordenação e ampliação de políticas, especialmente por meio de educação continuada, como estratégia essencial para reduzir e, eventualmente, eliminar a doença.

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