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Saúde

Cuiabá registra mais de 300 notificações de dengue; veja como evitar o mosquito

Nos primeiros meses de 2026, a capital já vistoriou 197.192 imóveis durante as ações de combate ao mosquito.

Publicado em

Saúde

Freepik

Cuiabá registrou 323 notificações de dengue em 2026, das quais 139 foram confirmadas, segundo dados da prefeitura. Apesar dos registros, o número representa uma queda de 79,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Já os casos de chikungunya tiveram redução ainda maior. As notificações caíram 99,3% no primeiro trimestre deste ano, de acordo com a Vigilância em Saúde. Ao todo, foram registradas 59 notificações de chikungunya, com 58 casos confirmados. Em relação ao zika vírus, há quatro notificações e nenhum caso confirmado até o momento (veja gráfico abaixo).

Segundo a Vigilância em Saúde, a redução nos casos está relacionada às ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão das três doenças.

Nos primeiros meses de 2026, a capital já vistoriou 197.192 imóveis durante as ações de combate ao mosquito. O trabalho é realizado principalmente pelos Agentes de Combate a Endemias (ACEs), que percorrem bairros orientando moradores, identificando focos e realizando tratamento em locais com risco de proliferação.

Durante as visitas domiciliares, as equipes inspecionam quintais, caixas d’água, calhas, ralos e outros locais que possam acumular água parada, além de orientar os moradores sobre medidas de prevenção. Durante as vistorias, 21.672 imóveis precisaram receber tratamento direto. Além disso, 24.344 depósitos com água foram tratados e 6.559 criadouros do mosquito foram eliminados.

Segundo a prefeitura, as ações ainda devem atender os seguintes bairros da capital: Três Barras, Altos do São Gonçalo, Jardim das Oliveiras, Jardim Umuarama, Jardim Gramado, Coophema, Itamarati, Jardim Veneza, Quilombo, Duque de Caxias I, João Bosco Pinheiro, Nova Conquista, Jardim Liberdade, Santa Laura I, Lixeira, Araés, Jardim Vitória, Jardim Fortaleza, Residencial Nico Baracat III, Jardim Califórnia, Praeirinho, Praeiro, Beira Rio, Barbado, Alvorada, Parque Nova Esperança II, Dom Aquino, Jardim União, Silvanópolis, Jardim Ubirajara, Novo Colorado, Itaupã, Três Poderes, Paiaguás, Parque Nova Esperança I, Parque Nova Esperança III, Carumbé, Santa Isabel, Altos da Serra, Pedra 90, Jardim Renascer, Dr. Fábio II, Parque Geórgia, Nossa Senhora Aparecida e Jardim Alencastro.

🦟 Como evitar a proliferação do mosquito

 

A principal forma de prevenir a reprodução do mosquito é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. Entre as medidas recomendadas estão:

  • evitar água parada em pratinhos de plantas, garrafas e recipientes;
  • manter caixas d’água e reservatórios bem vedados;
  • limpar calhas e ralos com frequência;
  • usar repelentes conforme orientação do fabricante;
  • permitir a entrada de agentes de endemias para inspeção e orientação.

 

Outra recomendação é manter os ambientes bem ventilados, o que ajuda a reduzir a presença de mofo e melhora a qualidade do ar dentro das casas.

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Saúde

Mato Grosso aplica R$ 5,6 bilhões na saúde e supera mínimo constitucional

Relatório aponta investimento de 16% no setor; apesar dos avanços em infraestrutura, mas ainda revela déficit de UTIs neonatais e pediátricas, além de desafios no combate à hanseníase e na saúde indígena

Publicados

em

ANGELO VARELA / ALMT

O balancete financeiro e orçamentário do 3º quadrimestre de 2025 da Secretaria de Estado de Saúde (SES) revela que Mato Grosso destinou R$ 5,669 bilhões à área, com 16% do orçamento aplicado acima do mínimo constitucional de 12%. Apresentado nesta quinta-feira (30), em audiência pública, à Comissão de Saúde, Previdência, Assistência Social da Assembleia Legislativa, o relatório destaca investimentos de R$ 891,4 milhões em obras e infraestrutura, mas também expõe desafios na qualidade do atendimento, como a falta de leitos de UTI neonatal e pediátrica em regiões como o Araguaia.

A apresentação do relatório foi feita pela chefe do Núcleo de Gestão da Secretaria de Estado de Saúde, Claudete de Souza Maria. De acordo com ela, o documento evidencia um esforço acima do mínimo constitucional na aplicação de recursos. Apesar de não representar um crescimento expressivo em relação aos últimos anos, Claudete afirmou que os investimentos já vinham sendo elevados desde 2023, consolidando uma tendência de priorização da área.

“O desempenho coloca Mato Grosso em posição de destaque na região Centro-Oeste em termos proporcionais de investimento em saúde. Nosso orçamento para a saúde foi de 16%, o que é relevante para o estado”, pontuou. Ela ressaltou ainda que a maior parte dos recursos é destinada às despesas correntes, como manutenção da estrutura e pagamento de pessoal, consideradas essenciais para o funcionamento da rede pública.

O relatório também aponta que a aplicação de R$ 891 milhões foi destinada à conclusão de unidades hospitalares e melhorias na infraestrutura da secretaria. Entre as ações, estão obras em hospitais estratégicos, como o Hospital Central, além da inauguração da nova sede da pasta no fim do ano. Para Claudete, os aportes reforçam o compromisso com a ampliação e qualificação da rede de atendimento.


Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Dr. Eugênio (Republicamos), destacou que a exposição teve caráter técnico, centrado em números, sem espaço para debate mais aprofundado sobre a evolução da saúde pública em Mato Grosso. Segundo ele, apesar dos avanços significativos na infraestrutura com a entrega e conclusão de hospitais em diversas regiões, como o Hospital Central, ainda persistem problemas no atendimento à população.

O parlamentar afirmou que reconhece o esforço do governo em estruturar a rede física de saúde, mas ponderou que o próximo desafio é garantir que esses investimentos se traduzam em melhorias efetivas na assistência, levando serviços de qualidade à população.

Durante a audiência pública, ele questionou três pontos que foram poucos explorados pelo governo, como o baixo investimento em UTIs, que segundo ele, nos 34 municípios que compõem a região do Araguaia não há nenhum leito de UTI neonatal e de UTI pediátrica. Além do baixo investimento no combate a hanseníase e a saúde bucal indígena em Mato Grosso.

Segundo o parlamentar, muitas UTIs foram criadas, mas não foram regulamentadas. “Então essa é uma briga nossa para que nós possamos preencher esses vazios, principalmente da UTI neonatal e pediátrica. Outro número que chamou bastante atenção foi o investimento. Temos um vazio de 100% da questão envolvendo UTI pediátrico e neonatal no Araguaia”, disse Dr. Eugênio.

Outro ponto questionado pelo parlamentar foi a pouca atenção que o governo dá à saúde bucal às 46 etnias dos povos originários mato-grossenses. “O atendimento primário à saúde indígena é feito pelos municípios e acaba atingindo de uma certa forma, mas o secundário e o terciário não é feito nada, absolutamente nada “, disse o parlamentar.

Na avaliação do deputado Dr. Eugênio, Mato Grosso enfrenta um paradoxo: embora lidere a produção de commodities, também apresenta altos índices de hanseníase, problema que, segundo ele, ainda é negligenciado. O parlamentar destacou que, enquanto países como o Chile conseguiram erradicar a doença, o estado permanece entre os que mais registram casos no país.

Para ele, o enfrentamento da hanseníase precisa ser tratado como prioridade de saúde pública, com atuação conjunta entre municípios e governo estadual. Embora a execução das ações seja municipalizada, Dr. Eugênio defende que o Estado assuma protagonismo na coordenação e ampliação de políticas, especialmente por meio de educação continuada, como estratégia essencial para reduzir e, eventualmente, eliminar a doença.

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