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Com pouco mais de 2 mil unidades no país, Anatel inicia retirada definitiva de orelhões em 2026
De acordo com a Anatel, hoje restam pouco mais de 2 mil orelhões em funcionamento no país.
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O ano de 2026 marca o início do fim dos orelhões no Brasil, símbolos de uma era em que a comunicação dependia de fichas, cartões e filas nas esquinas das cidades. A retirada definitiva desses aparelhos ainda soa como surpresa para muitos brasileiros, como a lojista Branca Soki, de 47 anos, que relembra com nostalgia o papel dos telefones públicos no cotidiano entre as décadas de 1970 e o início dos anos 2000.
Segundo Branca, o orelhão era mais do que um meio de comunicação: era também um espaço de convivência. “Você andava com a ficha no bolso, enfrentava fila, conversava com gente que nunca tinha visto. Era assim que a gente se comunicava”, relembra. O apego é tanto que ela conta ter parado recentemente para fotografar um dos poucos aparelhos ainda existentes, hoje cada vez mais raros nas grandes cidades.
A mudança ocorre com o fim das concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos orelhões. Com isso, as operadoras deixam de ser obrigadas a manter telefones públicos. Já a partir deste mês de janeiro, cerca de 30 mil carcaças de orelhões começam a ser removidas de ruas e avenidas em todo o país, acelerando o desaparecimento desses equipamentos do espaço urbano.
Como contrapartida, as empresas deverão investir em redes de banda larga e telefonia móvel. Alguns orelhões ainda poderão permanecer até 2028, mas apenas em cidades onde não exista outro tipo de serviço de telefonia disponível. Mesmo assim, a tendência é de extinção quase total dos aparelhos nos próximos anos.
Para quem dependeu deles, a despedida vem acompanhada de lembranças marcantes. Renata Nunes, que morava no interior, usava o orelhão como principal forma de contato com familiares na capital. Já João Soares, que conheceu os aparelhos nos anos 1970, lembra da praticidade em comparação às antigas centrais telefônicas e sentiu falta dessa facilidade quando viveu no exterior.
Nas redes sociais, internautas também têm compartilhado memórias, como Nélio Lopes, que recordou o papel de “atendente oficial” de quem morava perto de um orelhão. Wanderley dos Santos lamenta o fim de uma era em que era possível sair de casa sem celular e ainda assim se comunicar.
País conta com 2 mil orelhões, diz Anatel
De acordo com a Anatel, hoje restam pouco mais de 2 mil orelhões em funcionamento no país. A agência informa que não há mais produção de cartões telefônicos e que, na ausência deles, os aparelhos devem permitir ligações gratuitas para telefones fixos — um último resquício de um serviço que marcou gerações.
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ZCAS 2026 provoca alerta de temporais em MT com 95% de chance de chuvas
Aviso de perigo potencial prevê chuvas intensas e ventos fortes, com possibilidade de alagamentos, queda de árvores e de energia, além de risco de descargas elétricas.
Mato Grosso está sob alerta para chuvas intensas nesta segunda (19) e terça-feira (20), segundo aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta amarelo, de perigo potencial, inclui Cuiabá e os municípios de Sinop, Tangará da Serra e Rondonópolis e ocorre em meio à atuação da segunda Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) de janeiro de 2026, que deve espalhar instabilidades por várias regiões do país.
De acordo com o Inmet, o aviso prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos intensos, que podem variar entre 40 e 60 km/h. Devido ao risco de chuvas intensas, há possibilidade de queda de galhos de árvores, alagamento, queda de raios e falhas no fornecimento de energia elétrica.
Em Cuiabá, a previsão para esta segunda-feira indica tempo quente e seco, com máxima de 35 °C, sensação térmica de até 32 °C e 7% de probabilidade de chuva, segundo dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe). A umidade relativa do ar pode chegar a 36%, e não há previsão de precipitação acumulada ao longo do dia.
Já para terça-feira (20), o cenário muda. A capital mato-grossense pode registrar aumento da nebulosidade e maior chance de chuva, com probabilidade de até 95%, com temperaturas variando entre 25 °C e 32 °C.
Segundo a Agência Climatempo, a segunda ZCAS de janeiro deve provocar volumes elevados de chuva em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, além de partes da Bahia, Pará, Tocantins e regiões do Norte, como Amazonas, Rondônia e Acre.
Os maiores acumulados são esperados na Zona da Mata Mineira, no Vale do Rio Doce, no Espírito Santo e no Norte e Noroeste do Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, Mato Grosso pode ser impactado pelas áreas de instabilidade, enquanto Mato Grosso do Sul deve ser menos favorecido pelas chuvas.
Diante do alerta, o Inmet orienta que a população:
- evite se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento;
- não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
- evite o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
Em caso de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
