Economia
Passagens aéreas e transporte por app puxam alta dos preços e são vilões em novembro
No mês passado, a inflação do país acelerou e chegou a 0,18%; o valor é o menor para o mês desde 2018
Economia
Os preços de serviços e itens do dia a dia continuaram pressionando o bolso do consumidor em novembro. Dados mais recentes do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, mostram que as passagens aéreas, transporte por aplicativo e o pacote turístico lideraram as maiores altas do período, puxando a inflação persistente.
No mês passado, a inflação do país acelerou e chegou a 0,18%. Apesar do avanço, o valor é o menor para o mês desde 2018, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
As passagens aéreas tiveram maior elevação entre os itens monitorados, com alta de 11,9%. No período analisado, o setor de transporte registrou uma variação de 0,22%, que foi impactada, principalmente, pela alta do preço das passagens.
Na sequência, ainda no mesmo setor, aparece o transporte por aplicativo, que registrou uma alta de 5,02%. Apesar da alta, os combustíveis registraram variação negativa no mês (-0,32%) com quedas no gás veicular (-0,51%), na gasolina (-0,42%) e no óleo diesel (-0,06%).
Por fim, o pacote turístico também sofreu um ajuste relevante de 3,86%. Os itens mencionados afetam diretamente o preço pago nas viagens de fim de ano dos brasileiros. Além dos produtos citados, as hospedagens também tiveram variação, com aumento de 4,09%.
Economia
Desenrola Adimplentes: governo lança etapa focada em informais que pagam dívidas em dia e beneficiários do Fies; veja regras
Modalidade é nova fase do Desenrola 2.0, lançado em maio e direcionado para pessoas que ganham até R$ 8.105. Expectativa do governo é de que as novas linhas de crédito possam ser buscadas por até 500 mil trabalhadores informais e 100 mil pessoas do Fies.
O governo federal lançou nesta segunda-feira (29) o chamado Desenrola Adimplentes, programa voltado para a população que ainda não está com dívidas bancárias vencidas, mas que paga juros mais elevados em seus financiamentos.
De acordo com o governo, o foco são trabalhadores informais — que não têm acesso ao consignado CLT, do servidor público ou do INSS — e estudantes com crédito do Fies Empreendedor.
A expectativa do governo é que as novas linhas de crédito possam ser buscadas por até 500 mil trabalhadores informais e até 100 mil integrantes do Fies. A renegociação vale para o Crédito Pessoal Não Consignado, com saldo de até R$ 15 mil, ao menos quatro parcelas já pagas e no máximo 90 dias de atraso. A taxa máxima será de 1,99% ao mês (veja mais abaixo).
“Estamos olhando para esse trabalhador que já honra com juros mais altos, que [agora] vai seguir honrando com taxa de juros mais baixa”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A nova modalidade do programa foi lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento no Palácio do Planalto.
Esta é uma nova fase do programa de renegociação de dúvidas Desenrola 2.0, lançado em maio e direcionado para pessoas que ganham até cinco salários mínimos, ou seja, R$ 8.105, com débitos junto às instituições financeiras, além de agricultores, empresas de pequeno porte e devedores do Fies.
Quem aderir ao programa aceitará, como contrapartida, o bloqueio do CPF em plataformas de apostas por seis meses, informou o governo federal.
A exigência é uma forma de tentar evitar que o crédito mais barato oferecido pelo programa seja usado em apostas online — atividade que tem preocupado o governo pelo impacto no endividamento das famílias brasileiras.
Durante a apresentação nesta segunda-feira, Durigan também mencionou as novas regras para o crédito consignado para trabalhadores do setor privado. A modalidade foi regulamentada na última sexta-feira (26).
Onde buscar o crédito
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, as linhas de crédito poderão ser buscadas, de início, na Caixa Econômica Federal e no Banco do Brasil. Ele explicou que os bancos privados ainda vão decidir se vão aderir ou não às condições dessas novas linhas de crédito.
“Não há decisão de adesão unânime dos integrantes da Febraban [Federação Brasileira de Bancos]. Cada banco vai olhar. O perfil de público que vai ofertar. São linhas que operam hoje com taxa de juros elevada a um público que acaba, com muito sacrifício, honrando as operações”, disse Ceron.
“Mesmo um cliente de outra instituição, pode fazer sua análise de risco no BB e Caixa e migrar suas operações”, acrescentou o secretário da Fazenda.
Trabalhadores informais
Segundo a equipe econômica, a medida abrange trabalhadores informais, não incluindo trabalhadores CLT, aposentados, pensionistas nem servidores.
Além de refinanciar o débito antigo, será possível ter, ainda, um crédito adicional de até 50% do saldo devedor da dívida original.
Valerá para:
- Crédito Pessoal Não Consignado
- Ao menos 4 parcelas já pagas
- Em dia ou com no máximo 90 dias de atraso
- Saldo igual ou inferior a R$ 15 mil
Na renegociação, as condições serão as seguintes:
- Taxa máxima de juros: 1,99% a.m.
- Prazo: equivalente ao prazo remanescente da dívida original, com possibilidade de ampliação do prazo até no máximo 6 meses, a depender do prazo remanescente da dívida original
- Limite da Prestação: Nova prestação de no máximo 90% da prestação da dívida original
Estudantes empreendedores
O Ministério da Fazenda informou, ainda, que haverá novas linhas de crédito para pessoas físicas e empresas adimplentes no Fies.
Segundo o governo, parte relevante do público-alvo conclui cursos associados à profissões autônomas, necessitando de capital inicial para exercer suas atividades, sendo que parte já possui CNPJ.
O objetivo é financiar atividade empreendedora. O graduado, estando adimplente há pelo menos 36 meses, sem nenhuma renegociação, poderá buscar o crédito.
Os juros poderão ser de até 11% ao ano (0,87% ao mês), com limite de R$ 180 mil para pessoas jurídicas e de R$ 80 mil para pessoas físicas. O prazo máximo será de 96 e 60 meses, respectivamente.
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