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MT tem mais de 200 mil eleitores sem biometria cadastrada, diz TRE

Devido a esse cenário, a Justiça Eleitoral realizará mutirões para regularização a partir desta quinta-feira (19). A iniciativa segue até o dia 27 de março.

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TRE-RR/Divulgação

Mato Grosso tem mais de 203,7 mil eleitores sem biometria cadastrada, o que representa 7,89% do eleitorado, segundo um levantamento elaborado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). Devido a esse cenário, a Justiça Eleitoral realizará mutirões para regularização a partir desta quinta-feira (19). A iniciativa segue até o dia 27 de março.

De acordo com o balanço, do total de 2,5 milhões de eleitores aptos a votar no estado, cerca de 92% já fizeram o cadastro biométrico. Em contrapartida, dez municípios concentram quase metade das pendências, somando mais de 200 mil pessoas sem o registro.

Entre os municípios com maior número de eleitores sem biometria estão Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sorriso e Tangará da Serra, além de Confresa, Juína, Colniza, Paranatinga e Juara.

Durante os mutirões, os atendimentos serão feitos também fora dos cartórios eleitorais, em pontos espalhados pelas cidades, principalmente em regiões mais afastadas. A prioridade é alcançar locais com maior concentração de eleitores sem cadastro.

A Justiça Eleitoral informou que todas as zonas eleitorais devem participar da ação, com exceção das que já atingiram pelo menos 98% de biometria coletada.

Além do cadastro biométrico, também será possível emitir o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, atualizar dados e regularizar a situação eleitoral. A expectativa é ampliar o número de eleitores com biometria e reforçar a segurança do processo eleitoral.

Confira abaixo o número de eleitores com e sem biometria nos principais municípios:

Cuiabá

  • Total de eleitores: 445.931
  • Com Biometria: 407.684 (91,42%)
  • Sem biometria: 38.247 (8,58%)

Várzea Grande

  • Total de eleitores: 191.005
  • Com Biometria: 179.546 (94%)
  • Sem biometria: 11.459 (6%)

Confresa

  • Total de eleitores: 25.039
  • Com Biometria: 15.652 (62,51%)
  • Sem biometria: 9.387 (37,49%)

Juína

  • Total de eleitores: 33.666
  • Com Biometria: 25.080 (74,50%)
  • Sem biometria: 8.586 (25,50%)

Rondonópolis

  • Total de eleitores: 174.342
  • Com Biometria: 167.497 (96,07%)
  • Sem biometria: 6.845 (3,93%)

Tangará da Serra

  • Total de eleitores: 69.240
  • Com Biometria: 63.248 (91,35%)
  • Sem biometria: 5.992 (8,65%)

Sorriso

  • Total de eleitores: 73.912
  • Com Biometria: 68.358 (92,49%)
  • Sem biometria: 5.554 (7,51%)

Colniza

  • Total de eleitores: 19.184
  • Com Biometria: 13.987 (72,91%)
  • Sem biometria: 5.197 (27,09%)

Paranatinga

  • Total de eleitores: 16.537
  • Com Biometria: 11.524 (69,69%)
  • Sem biometria: 5.013 (30,31%)

Juara

  • Total de eleitores: 24.958
  • Com Biometria: 20.256 (81,16%)
  • Sem biometria: 4.702 (18,84%)

 

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Da China a Cuiabá: como maior roda-gigante da América Latina percorreu 17 mil km para ser instalada em MT

A estrutura de 108 metros saiu da China em uma logística que levou seis meses de planejamento, envolveu cargas de até 70 toneladas e se tornou o maior projeto já realizado pelos transportadores.

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Cada peça da roda-gigante foi planejada para chegar na ordem certa até Cuiabá. — Foto: Reprodução

Cinco navios, 80 caminhões e seis meses de planejamento: essa foi a força-tarefa montada para transportar da China até Mato Grosso a maior roda-gigante da América Latina. Com 108 metros de altura, a estrutura percorreu mais de 17 mil quilômetros até chegar ao Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, com uma operação que envolveu cargas de até 70 toneladas e equipes dos dois países.

g1 procurou a MTPar, responsável pelo projeto, para obter informações sobre o cronograma de entrega e o valor do investimento, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

🔍Quando inaugurada, a atração terá 42 cabines para seis a oito pessoas cada, com capacidade para até 336 visitantes por vez. Cada passeio deve durar entre 30 e 35 minutos.

A proposta de instalação da roda-gigante foi apresentada em dezembro de 2024, mas peças chegaram a Cuiabá no início deste ano. Ao g1Maria Luísa Gutowski Silva, que integrou a equipe responsável pela logística da operação, contou que o maior desafio foi coordenar o embarque das centenas de componentes para que a montagem em Cuiabá seguisse o plano.

“Foi um processo construído praticamente em tempo real. Tínhamos reuniões diárias e semanais para decidir o que seria embarcado primeiro. Não era só transportar as peças, era entender onde cada uma estava e como elas deveriam chegar ao Brasil para que a montagem não parasse” , explicou

Maior roda-gigante da América Latina

es no porto de Taicang em Xangai até o Porto de Santos (SP), onde iniciaram a última etapa da viagem rumo a Mato Grosso. Ao todo, as peças foram divididas em cinco navios — sendo três do tipo break bulk, utilizados para cargas de grandes dimensões, e dois navios de carga geral — além de mais de 40 contêineres especiais.

Um dos maiores desafios foi transportar o eixo central da roda-gigante de 16 metros de comprimento. Para movimentá-la, foram necessários estudos de engenharia, definição de rotas específicas, caminhões-prancha especiais e autorizações para circulação nas rodovias brasileiras.

“Esse eixo maior pesava 70 toneladas, o que acaba pesando até para algumas partes do pátio do Terminal de Santos. A gente tinha que fazer um estudo bem certinho para ver se toda a estrutura da cadeia ia aguentar. O restante era muito volumoso, mas as peças eram mais leves porque eram aros espaçados”, aponta a especialista.

No total, foram cerca de 55 dias de viagem pelos oceanos, aproximadamente 80 caminhões foram utilizados para levar todos os componentes até Cuiabá. O trajeto exigiu escolta em alguns trechos, análise da capacidade de pontes e viadutos e planejamento para evitar danos à infraestrutura das estradas.

“Tinha que pensar em quais rodovias deveriam ser transportadas justamente para não danificar a rodovia, porque ela também tem limite de peso. Tem que ter documentação da Polícia Federal permitindo também, porque normalmente tem escolta. Como às vezes tem excesso de largura, precisa também fechar a outra via e então eles têm que fazer todo o trabalho de manuseio do tráfego. Cargas que são muito altas também não podem passar debaixo de viadutos. É um estudo de rota e tem uma rota que eles têm que seguir”, detalha Maria Luísa.

Operação inédita

O transporte da roda-gigante foi o maior projeto já executado pela equipe e exigiu uma equipe de profissionais. Acostumados a transportar maquinários industriais, os envolvidos destacam que a operação chamou a atenção pelo porte e pela singularidade da carga.

“Nós trabalhamos com cargas superdimensionadas, como transformadores e máquinas industriais, mas nunca tínhamos participado de um projeto desse porte. Além de ser a maior operação que já realizamos, é um projeto que desperta curiosidade porque, no fim, todo esse trabalho vai proporcionar uma experiência para milhares de pessoas” , disse.

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