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Mato Grosso

Investimentos do Governo de MT impulsionam produção de mandioca congelada em São José do Rio Claro

Com apoio da Seaf, pequenos agricultores expandem produção para 24 toneladas por mês

Publicado em

Mato Grosso

Presidente da Associação Vânia Fiorini e colaboradoras da Aproclaro - Foto por: Luiz Fernando Silva

O município de São José do Rio Claro vive um momento raro de transformação no campo. A paisagem, antes marcada por pequenas lavouras voltadas quase que exclusivamente ao consumo local, agora abriga uma nova cadeia produtiva que vem se consolidando: a da mandioca congelada.

O impulso veio de uma sequência de investimentos do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), realizados entre 2019 e 2025, somando mais de R$ 3,1 milhões em máquinas, equipamentos, calcário e estrutura para fortalecer os pequenos produtores.

Entre os beneficiados, está a Associação dos Pequenos Produtores Rurais de São José do Rio Claro (Aproclaro), presidida pela produtora Vânia Fiorini, que se tornou uma das principais vozes da nova fase vivida pelo município.

 

“Até pouco tempo atrás, São José do Rio Claro não tinha histórico de produção de mandioca para abastecer mercados maiores. O que existia eram pequenas roças familiares, que plantavam apenas para venda direta no comércio local. Hoje, a realidade é outra. A associação tem sua própria agroindústria, gera 11 empregos e todas são mulheres. Nove ficam na sede e outras duas estão diretamente na logística, inclusive minha irmã é a motorista do caminhão”, disse a presidente Vânia.

A mudança começou com a chegada de um caminhão baú refrigerado, avaliado em R$ 635 mil, entregue pela Seaf. O veículo permitiu que a associação ampliasse a capacidade de entrega e abrisse portas para mercados mais estruturados.

 

 

Com orgulho, Vânia fala sobre o impacto do equipamento. “Eu nunca imaginei que, com apenas três anos de associação, conseguiríamos um caminhão refrigerado. E ele chegou. Só com esse caminhão, estamos beneficiando mais de 10 produtores. O município nunca teve tradição com a mandioca, mas hoje a gente está produzindo 24 toneladas de mandioca congelada por mês”, contou a produtora.

Além do transporte, a associação recebeu plantadeira de mandioca e arrancador de mandioca. Uma estrutura que, segundo a produtora, mudou a forma como os pequenos agricultores enxergam o próprio potencial.

“Tudo isso beneficia demais o pequeno produtor. Eu sempre digo: o governo tem que investir no pequeno produtor, porque somos nós que colocamos a comida do dia a dia na mesa. Só temos a agradecer à Seaf. Agora estamos lutando por uma farinheira, para aproveitar a mandioca que não vai para a mesa.”

Atualmente, a Aproclaro entrega 2 mil quilos de mandioca por dia.

 

Além de presidir a associação, Vânia tem sua fábrica de polpas. Por meio de projeto, ela em breve será contemplada com uma despolpadora da Seaf. “Nós ainda produzimos manualmente as polpas, são 800 quilos por mês. Com a máquina, vamos ampliar nossa produção de polpas e alcançar novos mercados”, completou.

Parcerias que mudam o campo

Para o prefeito Levi Ribeiro, os resultados aparecem não apenas na produção, mas na confiança do produtor rural. “O governo tem contribuído para que as coisas realmente funcionem na nossa região. Recebemos máquinas, equipamentos e esse caminhão que veio para a cooperativa. O que a Seaf tem feito em São José do Rio Claro é muito significativo”, observou o prefeito.

 

Ribeiro destaca também o efeito multiplicador do investimento. “Quando o governo trabalha com continuidade, não tem como dar errado. O investimento no pequeno produtor é fundamental. Aqui temos mais de 700 propriedades familiares. Imagine o crescimento se cada uma tiver a oportunidade. O exemplo da produtora Vânia mostra isso: ela começou vendendo duas toneladas por mês e hoje entrega 20, e ainda falta produto. É uma mulher empreendedora que representa bem a força da agricultura familiar”, destacou.

Com a produção consolidada e novos equipamentos à disposição, o município começa a planejar os próximos passos. A farinheira pleiteada pela associação pode abrir espaço para mais uma frente de agroindústria, garantindo que a mandioca local gere ainda mais renda antes de deixar o campo.

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Mato Grosso

Mato Grosso cria cadastro estadual de pessoas condenadas por crime de estupro

A norma prevê que pessoas condenadas por esse crime, com sentença transitada em julgado, integrem o cadastro estadual e fiquem impedidas de assumir cargos públicos no âmbito da administração estadual

Publicados

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GILBERTO LEITE/SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

A Lei nº 13.463/2026 que institui o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro já está em vigor em Mato Grosso. Publicada no Diário Oficial do Estado em 24 de junho deste ano, a norma prevê que pessoas condenadas por esse crime, com sentença transitada em julgado, integrem o cadastro estadual e fiquem impedidas de assumir cargos públicos no âmbito da administração estadual.

O objetivo é fortalecer as ações de prevenção à violência sexual por meio da organização de informações que possam subsidiar o planejamento de políticas públicas e as ações dos órgãos de segurança.

A justificativa do projeto, aprovado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que criou a nova lei destaca que, embora a punição seja uma resposta do Estado ao crime já cometido, a prevenção é uma ferramenta essencial para reduzir a ocorrência de novos casos de violência sexual, uma vez que, o acesso a informações qualificadas contribui para o desenvolvimento de estratégias preventivas mais eficientes.

O texto também destaca que a alimentação do cadastro poderá ser facilitada pelos mecanismos já previstos na Lei de Execução Penal, que estabelece o acompanhamento de condenados durante a execução da pena. Além disso, a norma menciona a possibilidade de utilização da Rede de Integração Nacional de Informações de Segurança Pública, Justiça e Fiscalização (InfoSeg), mantida pelo Ministério da Justiça, para apoiar a implementação do sistema.

A iniciativa complementa a legislação federal. Desde 2020, o Brasil conta com o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro, instituído pela Lei nº 14.069/2020, que reúne informações como identificação, características físicas, fotografias, impressões digitais e perfil genético dos condenados, observados os critérios legais de acesso e utilização desses dados.

Dessa forma, o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro em Mato Grosso conterá, no mínimo, os seguintes dados: nome, CPF e data de nascimento, foto, características físicas e identificação datiloscópica; DNA; e tipificação penal do crime pelo qual foi condenado.

Será de responsabilidade do Poder Executivo, através da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp), a regulamentação, atualização, divulgação e a forma de acesso ao cadastro, que deverá ser disponibilizado no site eletrônico da Secretaria.

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