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Polícia Civil MT deflagra operação e atinge núcleo de facção criminosa em Rondonópolis

Foram cumpridos 30 mandados judiciais em Rondonópolis e nas cidades de Goiânia e Mineiros,no Estado de GO

Publicado em

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PC-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou nesta sexta-feira (26.6), a Operação Fragmentação, para cumprimento de 30 mandados judiciais contra uma célula de uma facção criminosa estruturada e agindo em diversos bairros de Rondonópolis.

A investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, resultou na decretação das medidas cautelares, entre prisões e de buscas e apreensões, deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 Juiz de Garantias – Polo Rondonópolis.

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva, em Rondonópolis (MT) e nas cidades de Goiânia e Mineiros (ambas em Goiás).

Apuração

A Derf de Rondonópolis identificou um grupo que mantinha organização interna hierarquizada, divisão de funções e controle permanente sobre atividades ilícitas na região do Jardim Iguaçu e bairros adjacentes.

Os investigados agiam nos crimes de tráfico de drogas, extorsões, ocultação e movimentação de valores provenientes das ações ilícitas, além de outras práticas criminosas.

Conforme o delegado Dyulriman Pinto de Andrade Filho, os indícios apontaram que a estrutura local era composta por integrantes com atribuições específicas. As funções incluíam a administração cotidiana do controle de pontos de venda, a interlocução com estabelecimentos comerciais e o gerenciamento da arrecadação de valores destinados à organização.

Os policiais civis da Derf de Rondonópolis também conseguiram identificar os indivíduos responsáveis por fiscalizar o cumprimento das regras internas, apurar desvios de valores e deliberar sobre punições impostas aos membros que descumprissem determinações do grupo (prática utilizada para manter a coesão e a submissão dos integrantes à hierarquia criminosa).

Durante a investigação, foram descobertos registros e anotações de arrecadação contendo informações sobre integrantes cadastrados, valores de contribuições mensais, pontos de venda de drogas e estabelecimentos submetidos a cobranças.

Segundo as apurações, parte dos valores era recolhida dos próprios integrantes da facção, enquanto outra parcela decorria de cobranças impostas a comerciantes, motoristas, imóveis, veículos e pontos de comércio instalados em áreas de influência do grupo.

“Foi identificada a cobrança de valores relacionados às mensalidades pagas pelos integrantes vinculados ao grupo, com registros de inadimplência e discussões sobre providências contra aqueles que deixavam de repassar os valores exigidos”, destacou o delegado Dyulriman.

Todo material apreendido nesta sexta-feira (27), será submetido para análise pericial e corroborar com as investigações que prosseguem visando aprofundar a identificação dos envolvidos, individualizar condutas, localizar ativos e apurar outras ramificações do grupo criminoso.

Nome da Operação

A palavra “Fragmentação” faz referência à estratégia de atingir, simultaneamente, diferentes núcleos de funcionamento da facção: comando, gerenciamento, disciplina, arrecadação, comunicação e apoio operacional, buscando enfraquecer sua estrutura e reduzir sua capacidade de influência em áreas do município.

Integração

A operação da Derf de Rondonópolis contou com apoio das equipes de todas as unidades policiais da Regional de Rondonópolis (Alto Araguaia, Alto Taquari, Guiratinga, Itiquira, Jaciara, Juscimeira e Pedra Preta), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), da Diretoria de Inteligência, e da Polícia Civil do Estado de Goiás.

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Polícia

Operação da Polícia Civil mira membros de facção criminosa que atuam no norte de MT

Alvos executam ordens de liderança presa em presídio federal

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Polícia Civil - MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (30.6), em Sinop, a Operação Extensão para cumprir dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra investigados por integrarem uma facção criminosa na região norte do Estado.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 55 mil nas contas de um dos investigados, medida destinada a impedir a movimentação de valores supostamente vinculados às atividades criminosas.

Os mandados foram decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.

O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. A operação teve como alvo principal L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como integrante da facção criminosa na região norte do Estado.

Influência externa

As investigações tiveram início em 2024, quando o principal alvo da investigação foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Porém, mesmo custodiado, ele continuaria exercendo influência sobre as atividades da facção criminosa.

Segundo as apurações, os alvos das buscas desempenham funções estratégicas para a estrutura criminosa, executando ordens repassadas pela liderança da facção, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes das atividades ilícitas, seja na operacionalização das ações necessárias para a manutenção e o fortalecimento do grupo criminoso.

Durante as investigações, também foram identificados indícios de uma estrutura composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação patrimonial e utilização de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores obtidos de forma ilícita.

Com base nos elementos colhidos, a Polícia Civil representou pelas medidas judiciais, que foram deferidas pela Justiça. As buscas têm como objetivo apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e outros elementos que contribuam para o avanço das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes investigados.

Operação Extensão

O nome da operação faz referência à estratégia adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação de sua principal liderança por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executariam suas determinações, permitindo a continuidade das atividades criminosas e estendendo a influência da facção na região.

Operação Pharus

A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

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