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Inauguração do Hospital Central será comemorada com shows de Gusttavo Lima e Alok no Parque Novo MT
Hospital Central será entregue no dia 19 de dezembro. No mesmo dia, está marcado o show de Gusttavo Lima e a apresentação do DJ Alok será no sábado, 20 de dezembro, ambos na Arena Show do Parque Novo Mato Grosso
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A inauguração do Hospital Central do Estado será seguida de festa com shows do cantor sertanejo Gusttavo Lima e do DJ Alok, oportunidade em que também será inaugurada a Arena Show, do Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá.
“A comemoração do maior e melhor hospital de Mato Grosso vai ser à altura do que a população merece: com grandes shows para inaugurar a Arena Show. Trouxemos dois grandes artistas que arrastam multidões e vão marcar esse novo momento que nosso estado vive não só na saúde e no lazer, mas em todas as áreas”, afirmou o governador Mauro Mendes.
O acesso aos dois shows se dará por reconhecimento facial pela plataforma Facepass. O link de inscrição será divulgado nos próximos dias e estará disponível no site da plataforma a partir das 6h de sexta-feira (12.12) e se encerrará às 23h59 de segunda-feira (15.12).
Serão liberados 80 mil ingressos gratuitos para a pista da Arena Show, para cada uma das apresentações.
O Hospital Central será entregue no dia 19 de dezembro. No mesmo dia, está marcado o show de Gusttavo Lima. Já a apresentação do DJ Alok será no sábado, 20 de dezembro. Os portões para os shows serão abertos a partir das 18h.
O hospital
O Hospital Central do Estado ficou 34 anos com as obras paradas, mas teve a construção retomada pelo Governo de Mato Grosso, em 2020. A unidade vai contar com 287 leitos, sendo 60 de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), 36 de Unidades de Cuidados Intermediários (UCI) e 191 de enfermaria. O local foi estruturado para realizar uma média de 32 mil consultas médicas, 80 mil exames e 6.500 cirurgias por ano.
Inicialmente, estão previstas para o hospital as especialidades de cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, cirurgia vascular, urologia, cirurgia pediátrica, ginecologia, mastologia, cirurgia plástica, neurocirurgia, cirurgia cardiovascular, ortopedia pediátrica, cardiologia, neurologia e pediatria. Todas as especialidades cirúrgicas atenderão um escopo diversificado, incluindo cirurgia oncológica.
Além disso, o hospital contará com cirurgia robótica, com foco em cinco especialidades – cirurgia geral, aparelho digestivo, ginecologia, urologia e cirurgia pediátrica. Há também a perspectiva de inclusão de novas especialidades, como transplantes de rim e fígado.
A unidade será administrada pelo Albert Einstein, que é a melhor unidade de saúde do Brasil e a 22ª melhor do mundo.
A Arena Show
O espaço será destinado a shows nacionais e internacionais, com capacidade para 100.000 pessoas e uma área total de 45.000 m². Sua infraestrutura é composta por quatro banheiros, com área total de 1.340,20 m² e capacidade para atender até 60 pessoas cada; dois bares, com 257,67 m²; área de backstage com 1.946,18 m²; palco com 602,40 m²; bilheteria com 1.335,77 m²; e um espaço dedicado à alimentação, com 198,61 m².
A cobertura da Arena Show possui área de 23.575 m² e possui vão central de 80 metros. Ela foi projetada para enfrentar o calor intenso de Cuiabá e garantir que o local possa ser amplamente utilizado e fomentar a cultura no estado, atraindo e sediando uma variedade crescente de eventos.
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Da China a Cuiabá: como maior roda-gigante da América Latina percorreu 17 mil km para ser instalada em MT
A estrutura de 108 metros saiu da China em uma logística que levou seis meses de planejamento, envolveu cargas de até 70 toneladas e se tornou o maior projeto já realizado pelos transportadores.
Cinco navios, 80 caminhões e seis meses de planejamento: essa foi a força-tarefa montada para transportar da China até Mato Grosso a maior roda-gigante da América Latina. Com 108 metros de altura, a estrutura percorreu mais de 17 mil quilômetros até chegar ao Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, com uma operação que envolveu cargas de até 70 toneladas e equipes dos dois países.
O g1 procurou a MTPar, responsável pelo projeto, para obter informações sobre o cronograma de entrega e o valor do investimento, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
🔍Quando inaugurada, a atração terá 42 cabines para seis a oito pessoas cada, com capacidade para até 336 visitantes por vez. Cada passeio deve durar entre 30 e 35 minutos.
A proposta de instalação da roda-gigante foi apresentada em dezembro de 2024, mas peças chegaram a Cuiabá no início deste ano. Ao g1, Maria Luísa Gutowski Silva, que integrou a equipe responsável pela logística da operação, contou que o maior desafio foi coordenar o embarque das centenas de componentes para que a montagem em Cuiabá seguisse o plano.
“Foi um processo construído praticamente em tempo real. Tínhamos reuniões diárias e semanais para decidir o que seria embarcado primeiro. Não era só transportar as peças, era entender onde cada uma estava e como elas deveriam chegar ao Brasil para que a montagem não parasse” , explicou
Maior roda-gigante da América Latina
Um dos maiores desafios foi transportar o eixo central da roda-gigante de 16 metros de comprimento. Para movimentá-la, foram necessários estudos de engenharia, definição de rotas específicas, caminhões-prancha especiais e autorizações para circulação nas rodovias brasileiras.
“Esse eixo maior pesava 70 toneladas, o que acaba pesando até para algumas partes do pátio do Terminal de Santos. A gente tinha que fazer um estudo bem certinho para ver se toda a estrutura da cadeia ia aguentar. O restante era muito volumoso, mas as peças eram mais leves porque eram aros espaçados”, aponta a especialista.
No total, foram cerca de 55 dias de viagem pelos oceanos, aproximadamente 80 caminhões foram utilizados para levar todos os componentes até Cuiabá. O trajeto exigiu escolta em alguns trechos, análise da capacidade de pontes e viadutos e planejamento para evitar danos à infraestrutura das estradas.
“Tinha que pensar em quais rodovias deveriam ser transportadas justamente para não danificar a rodovia, porque ela também tem limite de peso. Tem que ter documentação da Polícia Federal permitindo também, porque normalmente tem escolta. Como às vezes tem excesso de largura, precisa também fechar a outra via e então eles têm que fazer todo o trabalho de manuseio do tráfego. Cargas que são muito altas também não podem passar debaixo de viadutos. É um estudo de rota e tem uma rota que eles têm que seguir”, detalha Maria Luísa.
Operação inédita
O transporte da roda-gigante foi o maior projeto já executado pela equipe e exigiu uma equipe de profissionais. Acostumados a transportar maquinários industriais, os envolvidos destacam que a operação chamou a atenção pelo porte e pela singularidade da carga.
“Nós trabalhamos com cargas superdimensionadas, como transformadores e máquinas industriais, mas nunca tínhamos participado de um projeto desse porte. Além de ser a maior operação que já realizamos, é um projeto que desperta curiosidade porque, no fim, todo esse trabalho vai proporcionar uma experiência para milhares de pessoas” , disse.
