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ZCAS 2026 provoca alerta de temporais em MT com 95% de chance de chuvas

Aviso de perigo potencial prevê chuvas intensas e ventos fortes, com possibilidade de alagamentos, queda de árvores e de energia, além de risco de descargas elétricas.

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Fablício Rodrigues

Mato Grosso está sob alerta para chuvas intensas nesta segunda (19) e terça-feira (20), segundo aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O alerta amarelo, de perigo potencial, inclui Cuiabá e os municípios de Sinop, Tangará da Serra e Rondonópolis e ocorre em meio à atuação da segunda Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) de janeiro de 2026, que deve espalhar instabilidades por várias regiões do país.

De acordo com o Inmet, o aviso prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos intensos, que podem variar entre 40 e 60 km/h. Devido ao risco de chuvas intensas, há possibilidade de queda de galhos de árvores, alagamento, queda de raios e falhas no fornecimento de energia elétrica.

Em Cuiabá, a previsão para esta segunda-feira indica tempo quente e seco, com máxima de 35 °C, sensação térmica de até 32 °C e 7% de probabilidade de chuva, segundo dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/Inpe). A umidade relativa do ar pode chegar a 36%, e não há previsão de precipitação acumulada ao longo do dia.

Já para terça-feira (20), o cenário muda. A capital mato-grossense pode registrar aumento da nebulosidade e maior chance de chuva, com probabilidade de até 95%, com temperaturas variando entre 25 °C e 32 °C.

Segundo a Agência Climatempo, a segunda ZCAS de janeiro deve provocar volumes elevados de chuva em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste, além de partes da Bahia, Pará, Tocantins e regiões do Norte, como Amazonas, Rondônia e Acre.

Os maiores acumulados são esperados na Zona da Mata Mineira, no Vale do Rio Doce, no Espírito Santo e no Norte e Noroeste do Rio de Janeiro. No Centro-Oeste, Mato Grosso pode ser impactado pelas áreas de instabilidade, enquanto Mato Grosso do Sul deve ser menos favorecido pelas chuvas.

Diante do alerta, o Inmet orienta que a população:

  • evite se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento;
  • não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  • evite o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada.

Em caso de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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Da China a Cuiabá: como maior roda-gigante da América Latina percorreu 17 mil km para ser instalada em MT

A estrutura de 108 metros saiu da China em uma logística que levou seis meses de planejamento, envolveu cargas de até 70 toneladas e se tornou o maior projeto já realizado pelos transportadores.

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Cada peça da roda-gigante foi planejada para chegar na ordem certa até Cuiabá. — Foto: Reprodução

Cinco navios, 80 caminhões e seis meses de planejamento: essa foi a força-tarefa montada para transportar da China até Mato Grosso a maior roda-gigante da América Latina. Com 108 metros de altura, a estrutura percorreu mais de 17 mil quilômetros até chegar ao Parque Novo Mato Grosso, em Cuiabá, com uma operação que envolveu cargas de até 70 toneladas e equipes dos dois países.

g1 procurou a MTPar, responsável pelo projeto, para obter informações sobre o cronograma de entrega e o valor do investimento, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

🔍Quando inaugurada, a atração terá 42 cabines para seis a oito pessoas cada, com capacidade para até 336 visitantes por vez. Cada passeio deve durar entre 30 e 35 minutos.

A proposta de instalação da roda-gigante foi apresentada em dezembro de 2024, mas peças chegaram a Cuiabá no início deste ano. Ao g1Maria Luísa Gutowski Silva, que integrou a equipe responsável pela logística da operação, contou que o maior desafio foi coordenar o embarque das centenas de componentes para que a montagem em Cuiabá seguisse o plano.

“Foi um processo construído praticamente em tempo real. Tínhamos reuniões diárias e semanais para decidir o que seria embarcado primeiro. Não era só transportar as peças, era entender onde cada uma estava e como elas deveriam chegar ao Brasil para que a montagem não parasse” , explicou

Maior roda-gigante da América Latina

es no porto de Taicang em Xangai até o Porto de Santos (SP), onde iniciaram a última etapa da viagem rumo a Mato Grosso. Ao todo, as peças foram divididas em cinco navios — sendo três do tipo break bulk, utilizados para cargas de grandes dimensões, e dois navios de carga geral — além de mais de 40 contêineres especiais.

Um dos maiores desafios foi transportar o eixo central da roda-gigante de 16 metros de comprimento. Para movimentá-la, foram necessários estudos de engenharia, definição de rotas específicas, caminhões-prancha especiais e autorizações para circulação nas rodovias brasileiras.

“Esse eixo maior pesava 70 toneladas, o que acaba pesando até para algumas partes do pátio do Terminal de Santos. A gente tinha que fazer um estudo bem certinho para ver se toda a estrutura da cadeia ia aguentar. O restante era muito volumoso, mas as peças eram mais leves porque eram aros espaçados”, aponta a especialista.

No total, foram cerca de 55 dias de viagem pelos oceanos, aproximadamente 80 caminhões foram utilizados para levar todos os componentes até Cuiabá. O trajeto exigiu escolta em alguns trechos, análise da capacidade de pontes e viadutos e planejamento para evitar danos à infraestrutura das estradas.

“Tinha que pensar em quais rodovias deveriam ser transportadas justamente para não danificar a rodovia, porque ela também tem limite de peso. Tem que ter documentação da Polícia Federal permitindo também, porque normalmente tem escolta. Como às vezes tem excesso de largura, precisa também fechar a outra via e então eles têm que fazer todo o trabalho de manuseio do tráfego. Cargas que são muito altas também não podem passar debaixo de viadutos. É um estudo de rota e tem uma rota que eles têm que seguir”, detalha Maria Luísa.

Operação inédita

O transporte da roda-gigante foi o maior projeto já executado pela equipe e exigiu uma equipe de profissionais. Acostumados a transportar maquinários industriais, os envolvidos destacam que a operação chamou a atenção pelo porte e pela singularidade da carga.

“Nós trabalhamos com cargas superdimensionadas, como transformadores e máquinas industriais, mas nunca tínhamos participado de um projeto desse porte. Além de ser a maior operação que já realizamos, é um projeto que desperta curiosidade porque, no fim, todo esse trabalho vai proporcionar uma experiência para milhares de pessoas” , disse.

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